Pilotos falam sobre erro de Senna
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quarta-feira, 21 de abril de 2004
Agência Estado 
Ímola - Parece que alguns colegas e conhecidos de Ayrton Senna esperaram completar dez anos da sua morte para expressar o que pensam a respeito do acidente que o matou no GP de San Marino de 1994. Terça-feira Damon Hill, ex-companheiro do brasileiro na Williams, afirmou em alto e bom som que o acidente na curva Tamburello foi causado por um erro de avaliação do tricampeão mundial.
Ontem, o mesmo jornal que publicou a opinião de Hill, o Times, de Londres, trouxe uma entrevista com o ex-responsável pelo motorhome da Benetton na época, escuderia de Michael Schumacher, Di Spiers, que contou que o alemão teve de ser acudido depois da corrida. ''Michael chorou muito e nós o consolamos. Acreditava ter forçado demais Senna, levando-o a cometer o erro que o fez colidir contra o muro.''
Schumacher também lembrou que no início da carreira sofreu um pouco com Senna, que lhe passava seguidos pitos, mas que a partir do fim de 93, eles passaram a ter uma convivência muito boa.
Pode ser que já a partir de hoje, no circuito Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, quando começam os preparativos para a quarta etapa da temporada, Schumacher e, quem sabe, até Hill, se comparecer, digam que não é bem isso que queriam dizer. Mas a verdade é simples, a partir do que afirmaram: Senna morreu porque errou. A perícia técnica conduzida pela justiça italiana apontou outra causa para o acidente: a quebra da coluna de direção do carro da Williams.
As celebrações pelos dez anos da perda de um dos maiores pilotos de todos os tempos iniciaram com uma postura estranha da imprensa inglesa, bastante semelhante à série de reportagens divulgada pouco antes do julgamento dos acusados de homicídio culposo pela morte do piloto. Dentre os acusados estavam Frank Williams, proprietário da equipe, Patrick Head, sócio e diretor-técnico da Williams, e Adrian Newey, projetista do modelo FW16, o usado por Senna na sua última corrida. Todos eles são ingleses.
A justiça italiana reabriu, há três semanas, o caso Senna. Os acusados haviam sido inocentados. Os treinos para o GP de San Marino começam amanhã.


