France PresseDavid Coulthard (centro) e Michele Alboreto: opiniões diferentes O ex-piloto da equipe Williams, o escocês David Coulthard, e o italiano Michele Alboreto, atualmente na IRL (Indy Racing League), discordaram ontem no tribunal de Ímola sobre a oscilação da direção do carro de Ayrton Senna, morto em 94, durante a disputa do GP de San Marino.
As imagens filmadas por uma câmera colocada no carro de Senna, na prova do dia 1º de maio de 94, mostram uma variação de dois centímetros, por causa, segundo o promotor Maurizio Passarini, da ruptura da barra de direção que foi mal instalada, o que teria provocado o acidente mortal. A defesa afirmou, ao contrário, que a barra se rompeu por causa do violento choque do carro contra o muro na curva de Tamburello.
Segundo Coulthard, que agora está na McLaren, era normal que naquela época balançasse o volante ou a coluna de direção. ‘‘Hoje o regulamento mudou e a barra de direção é mais rígida’’, disse o escocês, que já tinha afirmado antes, por escrito que, o acidente de Senna não foi provocado por um problema da coluna.
Durante a audiência de ontem, foi projetado um documento em vídeo filmado em agosto passado na sede da Williams e que mostra Coulthard ao volante de um modelo de 94. As imagens mostram o escocês movendo o volante, o que provocou uma oscilação bastante perceptível, principalmente porque o carro estava parado.
Depois de ter visto o documento, o ex-piloto italiano de F-1 Michele Alboreto disse que nunca ‘‘tinha dirigido um carro que oscilasse tanto. Com esses movimentos, é muito difícil controlar um F-1’’, afirmou. Alboreto manteve seu depoimento igual a outros dois anteriores.
Seis pessoas estão sendo acusadas de ‘‘homicídio culposo’’ (involuntário) desde 20 de fevereiro passado, entre elas o dono da equipe Williams, Frank William, e seus técnicos Patrick Head e Adrian Newey - os três devem depor hoje.

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