São Paulo - As provas de automobilismo são marcadas pela emoção. Mas, segundo os pilotos da Fórmula Indy, os treinos livres e o de classificação para a São Paulo Indy 300 devem superar todas as expectativas. O desconhecimento dos 4.180 metros da pista de rua do Anhembi deve causar momentos de excitação inédita nos mais de 30 mil espectadores.
''As equipes deverão utilizar todo o tempo possível para colocar os carros em ação nos dois primeiros treinos livres e assim acumular o máximo de conhecimento para o treino de classificação. Não haverá tempo para decisões longas. Tudo deverá ser feito rapidamente'', afirmou Tony Kanaan, da Andretti-Green, um dos favoritos à vitória no domingo.
O campeão de 2004 acredita que o equilíbrio deverá marcar a disputa da pole position. Segundo ele, os 12 primeiros colocados poderão registrar tempo dentro do mesmo segundo. ''O treino poderá ter o ritmo de corrida e a disputa deve ser intensa desde o início.''
A maior preocupação será adaptar os carros às ondulações do circuito. ''Muita coisa se fala sobre as ondulações da pista, há muita especulação, mas só vamos saber realmente quando todos os carros forem para a pista'', afirmou Victor Meira, que retorna oficialmente às pistas após dez meses. Ele sofreu um acidente em Indianápolis e quebrou duas vértebras. Ter a possibilidade de voltar a correr no Brasil o deixa motivado e a possibilidade de atingir 320 km/h nas retas não o assusta. ''É como andar de bicicleta. Não se esquece'', disse confiante o piloto brasiliense, da A.J. Foyt Racing, de 32 anos, que ostenta um segundo lugar em Indianápolis em 2008.
O fato de os carros terem concepções semelhantes há sete anos ajuda no ajuste mecânico e aerodinâmico. As equipes Penske, Andretti e Ganassi são as favoritas e servem de referência para as equipes menores. Para acertar a melhor configuração para a disputa no Anhembi, engenheiros e mecânicos se utilizam de dados semelhantes ao da corrida de Long Beach.

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