Rubens Barrichello e Michael Schumacher procuraram amenizar a crise existente na Ferrari, na entrevista coletiva oficial da escuderia, ontem de manhã, em São Paulo. O problema entre os dois pilotos se aprofundou com as declarações de Barrichello após o GP da Malásia – distorcidas pela imprensa, segundo ele –, nas quais o brasileiro acusou Schumacher de ter desrespeitado uma ordem da equipe ao ultrapassá-lo. ‘‘Tenho diminuído minhas respostas desde que entrei na Ferrari. Se o que é publicado aqui no Brasil já é distorcido, quando chega na Europa, então, é o caos.’’
O alemão, por sua vez, voltou a negar que houvesse uma orientação expressa da escuderia para que não fizesse a ultrapassagem em Sepang, prova na qual conquistou sua segunda vitória na temporada. ‘‘Estávamos a 0s09 um do outro, e eu o considero uma ameaça, entendo que devo mantê-lo atrás de mim’’, declarou.
Questionado sobre especulações de que sua passagem pela Ferrari estaria no fim, Barrichello tratou o assunto como boato. ‘‘Tenho um contrato a cumprir e, como você (jornalista) disse, são especulações.’’ Schumacher voltou a se dizer favorável à presença do brasileiro na Ferrari.
Os treinos livres para o GP Brasil acontecem hoje a partir das 11 horas. A sessão que vai definir o grid de largada será amanhã, a partir das 13 horas. A largada para as 71 voltas da etapa brasileira da F-1 acontece domingo, às 14 horas.

mockup