Pilotos da F-1 reclamam da falta de testes
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Livio Oricchio <br>Agência Estado 
Barcelona - Para quase todos os pilotos que treinaram ontem no circuito da Catalunha, em Barcelona, sob frio, vento forte e chuva, resta agora apenas mais um dia de contato com seus novos carros antes da abertura do campeonato da Fórmula 1, marcada para 17 de março, na Austrália. E, antes disso, tudo o que haviam feito com os modelos de 2013 era experimentá-lo dois dias em Jerez de la Frontera, há três semanas, e mais dois na semana passada, também em Barcelona, durante os três períodos de testes coletivos da pré-temporada - afinal, dividem tempo de pista com seus companheiros.
"Não estamos totalmente preparados para a primeira corrida. Tenho certeza de que todos no paddock estão na mesma condição", admitiu o piloto mexicano Sergio Perez, estreante na McLaren. O problema desperta a questão que organizações como a Ferrari defendem com energia cada vez maior: a Fórmula 1 precisa treinar mais. Bicampeão mundial, o espanhol Fernando Alonso, da escuderia italiana, não esconde sua postura completamente contrária às limitações estabelecidas pelas próprias equipes.
"As seleções quando vão disputar a Copa do Mundo começam a se preparar com muita antecedência, assim como os ciclistas, os nadadores, todos os esportistas", comparou Alonso. "Nós treinamos por um breve período e depois, nunca mais. Não faz sentido", completou o piloto, referindo-se ao fato de que os testes durante o campeonato são proibidos.
O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, foi ainda mais contundente. "É ridículo que apenas a Fórmula 1, a expressão máxima do nosso esporte, não permite treinos", criticou. Curiosamente, o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt, defende também mais testes. Mas as equipes alegam que os treinos representam o maior custo na Fórmula 1. "Sem testes e as restrições no número de motores e câmbio, por exemplo, conseguimos reduzir 40% do orçamento", explicou Martin Whitmarsh, da McLaren.
O primeiro dos quatro dias de testes desse terceiro e último período da pré-temporada, ontem, começou com chuva forte, passou a ser fraca e, já no fim da sessão da tarde, por volta das 16 horas, a pista secou. O piloto australiano Mark Webber, da Red Bull, fez a volta mais rápida, com 1min22s693. Depois dele, vieram o inglês Lewis Hamilton (McLaren), com 1mim24s348, e o francês Jean-Eric Vergne (Toro Rosso), com 1min25s017.
No treino desta quinta-feira, o brasileiro Felipe Massa simulou uma corrida com o modelo F138 da Ferrari. "O resultado é positivo. O desgaste dos pneus é elevado, mas, comparado ao que vi de outros, times não estamos mal", contou o piloto. Ele, no entanto, não aproveitou a pista mais seca no final do dia, o que justifica apenas o oitavo melhor tempo (1min27s541). "O lado bom também é a confiabilidade do carro. Não tive problemas."


