Pilotos atribuem sucesso da Truck à 'simplicidade'
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sábado, 19 de agosto de 2000
De Londrina 
O que dizer de uma categoria em que os competidores não são pilotos natos mas, mesmo assim, costumam arrastar multidões aos autódromo de Norte a Sul do País? E o assédio do público em relação aos pilotos? O segredo é um só: simplicidade. Assim é definida a Fórmula Truck.
Para a maioria dos pilotos, o torcedor antes de mais nada é um amigo.
A gente que já conhece todo esse Brasil sabe que a humildade é tudo. Então, quando alguém vem nos nossos boxes, não tem aquela frescura, não. A gente responde as dúvidas, dá brindes e a conversa vai longe. Por isso a categoria é a que mais cresce junto ao público. O segredo do sucesso é que aqui não existe estrelismo - conta o paulista Eduardo Landin, o Macarrão, 41 anos, e que de 1974 a 1997 era caminhoneiro.
O povo gosta de agito, capotamentos, batidas, churrasco e som. E aqui ele tem isso.
Quarto colocado no campeonato, o paranaense Wellington Cirino, 25 anos, de Francisco Beltrão, há quatro na categoria, é piloto profissional, começou no kart e disputou provas de Marcas, e diz que nunca havia sentido em outras categoria um assédio igual aos que sentem os pilotos de caminhão.
O público nos vê como se fôssemos de outro mundo - observa.
Já o gaúcho Tiago Grisson, 46 anos, radicado em Maringá, e empresário no ramo de autopeças, conta que o sucesso da Truck é que o público se identifica com o que é simples. E vai além:
É muito difícil uma família que não tenha um parente que era ou é caminhoneiro.
O paulista Renato Martins, 41 anos, um dos fundadores da categoria, diz que a simplicidade e a ausência de estrelas ajudam bastante.
O assédio é gostoso; nosso público é formado por pessoas simples - diz.


