Pilotos ajudam a educar motoristas
Mário CésarPara André Ribeiro, a regra vale para todosNas pistas, eles são modelo de perícia no volante, mas nas ruas e estradas nem sempre dão bom exemplo. Os melhores pilotos do Brasil, como Nélson Piquet, Gil de Ferran, André Ribeiro, Maurício Gugelmin, Raul Boesel, Émerson e Christian Fittipaldi estão fazendo a campanha de divulgação do novo Código Brasileiro de Trânsito, procurando educar os motoristas. Mas todos têm histórico de infrações cometidas pela tentação de andar em alta velocidade.
André Ribeiro admite que já foi multado por andar a 120 km/h na Anhanguera, no caminho para a sua fazenda em São Carlos. Mas defende a criação do Código como a única maneira de disciplinar os motoristas - inclusive os pilotos. Não é por que a gente tem maior habilidade ao volante que vai sair por aí fazendo barbaridades, comentou. Nós, pilotos, podemos ter maior consciência do risco, mas a regra vale para todos. Para André, as multas são a medida mais eficaz para domar os motoristas.
Maurício Gugelmin acha que deveria haver pelo menos três meses de adaptação antes que os guardas começassem a multar. É preciso educar primeiro, defendeu. No comercial que faz para a campanha, Gugelmin lembra da preocupação que a mulher, Stella, tem com a sua profissão e diz que ele fica mais preocupado com a esposa quando ela sai no trânsito no Brasil.
Gugelmin admite que já fez muita molecagem nas estradas inglesas, quando dividia casa com Ayrton Senna em Surrey. Fui multado 13 vezes por excesso de velocidade, confessou. Um número invejável se comparado ao do inglês Nigel Mansell, ex-campeão de Fórmula 1 e Indy, que teve a carteira de habilitação apreendida semana passada por violar pela quinta vez o limite de velocidade em seu país.
Christian Fittipaldi pilotava Fórmula Ford a 190 km/h antes mesmo de tirar carteira de habilitação. Ele também defende a criação do Código. Achei a idéia o máximo. O mesmo pensa Gil de Ferran. Sem dúvida vai melhorar bastante o comportamento dos motoristas.





