Pilotos adotam Londrina para testar suas máquinas
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terça-feira, 26 de abril de 2011
Rafael Souza <br> Reportagem Local 
Não é de hoje que o Autódromo Ayrton Senna recebe etapas dos maiores campeonatos do automobilismo brasileiro. O que também não é novidade são as reclamações dos pilotos em vésperas de corridas, principalmente da Stock Car. Só no primeiro semestre do ano passado, por exemplo, a administração municipal investiu cerca de R$ 1 milhão no local na tentativa de evitar as mesmas queixas em relação à qualidade do asfalto e áreas de escape.
Mas nem só de críticas vive o autódromo londrinense. A pista é uma espécie de ''xodó'' de alguns pilotos, que sempre que podem escolhem o local para treinar. Entre os mais variados motivos para a opção estão a localização da cidade, situada perto de grandes centros, o baixo custo de translado e estadia, e as características da pista.
O piloto da Fórmula Truck Beto Monteiro é destes fãs do autódromo londrinense. Pernambucano de nascença e morador de São Paulo, ele conta que a pista é o seu local favorito para treinamentos. ''Ela é um mix de tudo o que o piloto precisa para se preparar para as outras etapas. Se ele se sai bem aqui, estará preparado para as outras também'', afirma Monteiro.
E a eficácia dos períodos de treinos em Londrina pode ser visto nos resultados da etapas da Truck em que Monteiro correu em Londrina. Segundo o próprio piloto, o retrospecto no Ayrton Senna inclui três pole-positions e duas vitórias. ''É uma das pistas em que mais treinei. Costumo dizer que é como Valência e Barcelona para a F-1, uma referência para os pilotos fazerem pré-temporada'', compara Monteiro, que vem a Londrina pelo menos três vezes por ano, somente para treinar.
Outro que escolheu o autódromo londrinense como sua casa para treinos foi o potiguar Johilton Pavlak, piloto da Fórmula Future, categoria integrante do Racing Festival. Em sua pré-temporada, ele pretende passar por todos as pistas que receberão etapas da categoria apadrinhada por Felipe Massa. Mas de cara já destacou a importância de andar em Londrina. ''É uma pista seletiva, com alto nível de dificuldade, ideal para pré-temporada, para recuperar o ritmo. Além disso, tem o lado estrutural, de mecânica e assistência, por exemplo, que também ajuda'', destacou o piloto, que fica até o final de semana na cidade.
Por fim, Leandro Totti, piloto da Truck e profundo conhecedor da pista - são mais de dez anos correndo em Londrina -, destaca o baixo custo para as equipes como fator essencial para a escolha. ''É determinante'', aponta. ''O acerto do carro ou caminhão, que é feito aqui, também vale para as outras e isso também pesa'', completa.
Em 2011, as etapas londrinenses da Fórmula Truck e Stock Car estão agendadas para os dias 7 de julho e 2 de dezembro, respectivamente. Além destas, também passarão pela cidade os carros e motos do Racing Festival (16 e 17 de julho), Itaipava GT3 (19 de junho) e F-3 Sulamericana (sem data definida).


