Piloto londrinense é atual sensação do motocross
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quarta-feira, 02 de julho de 2008
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
O piloto Nico Rocha, 39 anos, de Londrina, é a atual sensação do Campeonato Brasileiro de Motocross na categoria MX3, na qual correm os pilotos mais famosos do País (todos acima de 35 anos), caso do catarinense Milton Becker, o Chumbinho, do paulista Jorge Negretti, e do paranaense Paulinho Stedile. Este último, como ainda está voltando de uma lesão séria na coluna, vem disputando por enquanto as provas do Paranaense.
Com uma reação impressionante no campeonato, Rocha fez o melhor tempo e venceu as duas últimas etapas do Nacional, disputadas mês passado, em Sorriso-MT e Sonora-MS, e ameaçando de vez o seu companheiro de equipe Pro Tork, Chumbinho, que vinha liderando com folga na MX3 até à 4 etapa. O catarinense, que é o atual tricampeão da categoria, ganhou em Indaiatuba-SP, Siqueira Campos-PR e Canelinha-SC e só havia perdido a 3, em Carlos Barbosa-RS, para Jorge Negretti, 3º no campeonato. Foi aí que surgiu Nico Rocha com vontade de sobra para bater os adversários, pois antes só havia conseguido três segundos lugares e um quarto.
A diferença entre os líderes agora é de apenas 7 pontos (133 de Chumbinho contra 126 de Rocha). Jorge Negretti, com apenas 79 pontos, está praticamente fora, pois teria que vencer as duas últimas corridas (no Espírito Santo e Rio de Janeiro) e torcer para que os dois líderes não pontuem, o que é improvável.
''Como estamos colados, o campeonato só vai ser decidido na última etapa, pois ainda têm muito pontos em jogo (cada vitória vale 25 pontos)'', comentou Rocha, que apesar de morar em Londrina há vários anos, é nascido em Apucarana. Perguntado sobre como é a ''briga'' por posições dentro da mesma equipe, Rocha deixou claro que fora das pistas é muito amigo de Chumbinho. ''Porém, depois que é dada a largada, é guerra. Cada um corre para si e a Pro Tork dá as mesmas condições para os dois'', assegura.
Apoio da equipe
Sobre a sua equipe oficial, Nico Rocha conta que conseguiu o patrocínio no final de 2005, depois de ter terminado o Brasileiro como vice-campeão e o Paranaense como campeão em duas categorias. ''Aquele ano (2005) foi o primeiro depois que eu voltei a correr, após um tempo parado (de 1998 a 2004). Corri sem patrocínio, colocando dinheiro do próprio bolso. E os resultados impressionaram a Pro Tork'', contou. Com a chancela da equipe, ''as coisas ficaram mais fáceis'', segundo ele, já que a Pro Tork tem uma pista oficial e um centro de treinamento em Siqueira Campos construídos este ano especialmente para os pilotos patrocinados treinarem.
''Lá passamos a ter também o acompanhamento do Jorge Balbi (ex-piloto), que chegou este ano como chefe de equipe. Como tem muita bagagem, ele nos passa novas técnicas e melhorias na postura, o que faz a gente melhorar bastante os tempos. Isso acelerou o meu rendimento este ano'', admitiu Rocha. A nova pista da Pro Tork também tem sido um atalho, já que segundo ele, é referência para todas as outras do País.
E se no Brasileiro Nico Rocha tem um rival a superar, no Paranaense vem ''nadando de braçada'', pois venceu de ponta a ponta três das quatro etapas até agora. O londrinense Wilian Guimarães, 2º colocado, está 30 pontos atrás de Rocha.


