Piloto diz que ainda continua 'ligado' nas provas
Apesar de somente agora estar voltando a viver o clima de uma corrida ''sentia saudade dos amigos, dos carros, dos mecânicos, dos outros pilotos, de tudo'' Alex jamais se desligou. ''Assisto às corridas de F-1, Cart e IRL (pela TV) e me divirto muito.'' Na realidade, gostaria de participar mais ativamente da F-Indy, mas sabe ser isso impossível. ''Amo as corridas e, se não morasse na Europa, poderia ser um chefe de equipe ou até um dono. Mas para mim é impossível viajar para todos os lugares todas as semanas. Por isso, hoje sou apenas um fã'', lamentou.
Mas não foi como fã que Zanardi percorreu no último final de semana, desta vez amparado por apenas uma bengala, o pit lane do Exhibition Place, local do GP de Toronto. Foi como se um filho estivesse voltando para casa. Todos, pilotos, donos de equipe, mecânicos, correram para cumprimentá-lo. Com o treino começado, ele recebeu um abraço e um beijo especiais: do canadense Alex Tagliani, que dirigia o carro que bateu no seu a 320 km/h em Lausitz. Eles conversaram por alguns minutos, com naturalidade. ''O Tagliani não teve culpa. Apenas aconteceu.''
Na visita ao boxes, Zanardri estava emocionado. Uma emoção que certamente sente quando se põe a repassar sua carreira. ''Olho para os troféus em minha casa e recordo da minha vitória em Laguna Seca em 1996, aqui em Toronto em 1998, dos títulos. Tenho muito boas memórias'', diz.
No entanto, Alex não é saudosista. Sabe que tem de tocar a vida para frente e que corridas, agora, só com espectador. ''Meu próximo esporte? Que tal bilhar?'', brinca. ''Mas isso não é importante agora, importante é que estou vivo''. (A.E.)





