Piloto de motocross tem sorte, recebe salário mensal
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sábado, 22 de setembro de 2001
Alberto Macedo<br> De Londrina 
Paitrocínio ou patrocínio? Em alguns casos e modalidades, o dinheiro da família fala mais alto. Em outros, o negócio é se ralar mesmo e ter uma chance para aparecer. Aos 21 anos, o piloto Paulo César Stédile, de Almirante Tamandaré, hoje em dia é pago para fazer o que mais gosta. Pilotar pelo Brasil e até mesmo no exterior em provas de motocross. ''Mas nem sempre foi assim'', conta.
Estreando este ano na categoria 250cc, Paulo Stédile é uma das maiores revelações nacionais do motocross e, devido a este sucesso, já tem bons patrocinadores, como a Yamaha/Tork/Virilon, e é um dos competidores de ponta que recebe salário (não diz quanto ganha). ''Hoje o motocross está se profissionalizando a cada ano que passa. As fábricas estão investindo mais nos pilotos e os grandes eventos é um lugar bom para se divulgar o produto, pois a mídia acompanha de perto as competições'', conta.
Segundo Stédile, um piloto para disputar os campeonatos nacionais de Motocross e Supercross, além do Estadual, gasta cerca de R$ 160 mil/ano. ''Já o amador, que compete só em seu estado irá gastar perto de R$ 60 mil'', observa. Isto tudo incluindo a moto, que sai por cerca de R$ 20 mil, além das viagens, hotéis, alimentação e outras despesas mais com o equipamento. ''Hoje o motocross é visto com outros olhos'', finaliza.


