Piloto brasileiro continua internado
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sexta-feira, 09 de janeiro de 1998
Da Redação 
Tribuna de Guarulhos/AE
(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)
RaliO brasileiro Maurício Fernandes (esquerda) conversa com Jean Azevedo, ao fim de uma das etapasO piloto brasileiro Maurício Fernandes, da equipe Off-Road, que sofreu um acidente quarta-feira, com sua KTM, durante a sétima etapa do Rali Paris-Dakar, continua internado no Hospital Universitário das Ilhas Canárias, em Laguna. Segundo informações obtidas, às 10 horas da manhã de ontem, pela irmã do piloto, a ortopedista Marcela Fernandes, junto ao chefe do UTI Dom José Hernandez, o quadro clínico é estável e o paciente vem evoluindo bem.
Ele continua no respirador artificial e ainda corre risco de vida. O estado do Maurício é normal nesta fase pós-operatória. O chefe da UTI mostrou-se otimista, mas meu irmão deverá ficar internado durante um período, contou a irmã. Marcela e Raul Fernandes Jr., também irmão do piloto, tentariam viajar ontem para Laguna.
Ainda no hospital de Zouerat, na Mauritânia, onde ocorreu o acidente, Maurício passou por uma esplenectomia (retirada de baço), além da reparação de duas lesões, uma no fígado e outra no intestino. Após a cirurgia, o piloto foi transferido de avião para as Ilhas Canárias. Aos 26 anos, Maurício é estreante no Rali Paris-Dakar. Desde 91 ele participa de provas de enduro, rali e trial nacionais. Foi campeão paulista de enduro de velocidade e do Rali dos Sertões, em 94. Em 96 foi vice-campeão latino-americano.
O piloto André Azevedo, da equipe BR Lubrax, que este ano não está competindo, mas acompanha a prova levando três jornalistas brasileiros, afirma que um dos grandes perigos para os novatos neste rali é a diferença entre os dois continentes - europeu e africano. Segundo ele, a situação no deserto - que é a que realmente conta - não tem nada a ver com os primeiros trechos do percurso do Paris-Dakar na Europa.
Em 88, quando fiz minha primeira participação no Dakar, André Malherbe, tricampeão mundial de motocross, também fazia sua estréia. Era um piloto muito rápido e no quarto dia de rali na África, levou um tombo muito forte e teve fratura na coluna cervical, ficando tetraplégico, contou André.


