Marcos Freitas
A categoria Fórmula 5 nem é muito conhecida no cenário automobilístico. Quem compete, então, mal sabe o que é fama. Mas os costumes do piloto Róbson Ferraz vêm chamando a atenção no circuito. Judeu-Cristão, ele não pratica nenhuma atividade desde o pôr do sol de sexta-feira até o pôr do sol do sábado, logo, não faz tomada de tempo para as corridas e sempre larga em último.
Problemas? ‘‘Não para quem tem fé em Deus’’, enfatiza ele. Mesmo com essa ‘‘desvantagem’’, Ferraz vai bem nas competições. No campeonato do ano passado conseguiu a terceira colocação geral. Na primeira etapa do Campeonato Paranaense deste ano também conseguiu subir no pódio, obtendo a terceira posição. ‘‘É difícil conseguir acertar o carro pouco antes da corrida, muitas vezes não há tempo é tenho que largar do box’’, conta.
Róbson Ferraz, 34, nasceu em Ibaiti/PR e veio para Curitiba com seis anos. Atualmente é empresário do ramo farmacêutico. É formado em Administração e Economia na Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação em Marketing e Comunicação.
A paixão pela velocidade vem desde cedo. Já foi piloto de moto, conseguindo ser campeão parananse por cinco vezes correndo na categoria 125 cilindradas. No final da década passada começou com a Fórmula 200 e foi vice-campeão paranaense por duas vezes. Conheceu a Fórmula 5 há dois anos e é um dos precurssores da categoria. ‘‘Estamos trabalhando para que mais pessoas conheçam a Fórmula 5 e se interessem por ela’’, finaliza.
Desconhecida, mas barata - A Fórmula 5 existe há pouco mais de dois anos. O chassi foi inventado pelo mecânico gaúcho Nestor Dall’Oglio, que também é o projetista e fabricante. O carro é um pouco maior que o Fórmula 200 e pesa 167 quilos. A vantagem é que o carro pode passar de 200 km/h no final das retas. A manutenção do protótipo por corrida varia de R$ 300,00 ‘‘para quem quer só se divertir’’ até R$ 1.000,00 para as equipes de ponta.
O motor também é duradouro, suporta uma temporada apenas com alguns ajustes. Os pneus são importados dos EUA e rodam até em seis corridas. A equipe pode ser resumida em três pessoas: um mecânico preparador do carro, um ajudante e o piloto. O carro custa R$ 5 mil, mas em tempos de crise financeira pode até sair por R$ 3,5 mil.
Atualmente existem dos campeonatos oficias no Brasil. O Paranaense, com seis etapas (duas em Pinhais, duas e Cascavel e duas em Londrina) e o Campeonato Sul-Brasileiro com três etapas, uma em cada estado do Sul do Brasil.

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