São Paulo - O Palmeiras está se transformando em uma panela de pressão. E a cada dia fica mais claro que o técnico Jair Picerni vem perdendo o controle sobre o grupo. A frase de Magrão, após o empate por 1 a 1 com o Goiás, pela Copa do Brasil, define bem o momento do time: ''Vivemos um tumulto a cada semana.''
Desta vez, o ''incêndio'' foi causado pelas críticas de Elson a Picerni. Segundo o meia, o treinador disse que ele seria o titular contra os goianos, mas acabou deixando-o no banco, optando pela volta de Diego Souza. ''O que ele (Picerni) fez, não se faz nem com uma criança, é inexplicável. Saí da equipe porque havia me machucado, recuperei a posição no campo'', disse Elson. ''Sei do meu potencial, sei que tenho condições de ser titular,'' prosseguiu, confirmando que está aborrecido pelo fato de o técnico mandar recados pelo seu auxiliar, Fred Smânia.
Picerni, com seu jeito simples, preferiu não comentar o assunto mais profundamente alegando não ter ouvido as críticas. ''Ele sabia antes que iríamos com o Diego. Mas se tem algo a falar, tem de ser de frente, usar a imprensa não é colocação profissional'', disse.

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