Picerni recupera moral dos palmeirenses
São Paulo - O Palmeiras renasceu das cinzas nesse Campeonato Paulista. O time começou o ano em baixa, mas se superou, a auto-estima dos atletas era zero e o clube havia virado motivo de piada no País inteiro após o rebaixamento para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.
Se a situação já era ruim, tinha tudo para ficar ainda pior. O elenco de 2002 acabou sendo desmontado. Um time inteiro, praticamente, foi embora: Arce, César, Alexandre, Rubens Cardoso, Paulo Assunção, Flávio, Juninho, Nenê, Dodô, Itamar e outros atletas foram substituídos por vários nomes desconhecidos, de salários bem mais modestos, mas que, no entanto, estão mostrando em campo que não é o saldo na conta bancária que ganha jogo.
Os volantes Magrão e Claudecir, dispensados por Vanderlei Luxemburgo no ano passado, voltaram ao time e se tornaram peças fundamentais no esquema do atual técnico, Jair Picerni. E o treinador tem bastante responsabilidade nessa fase de recuperação. Depois de três anos no São Caetano, Picerni aceitou o desafio de dirigir a recém-rebaixada equipe. O treinador diz que o time ainda está muito aquém de seu potencial, mas uma coisa ele já conseguiu: introduziu a garra no estilo de jogo do Palmeiras.
Sob seu comando, foram seis jogos no Estadual: três vitórias, dois empates e uma derrota. Para quem chegou totalmente desacreditado, o 8º lugar e a conquista da última vaga às quartas-de-final foi motivo de comemoração. O problema era o próximo adversário, o São Caetano. O time do ABC era favoritíssimo, vencera todas as seis partidas disputadas na primeira fase.
Veio o jogo e mais uma vez, no entanto, a prática foi mais complexa que a teoria: o Palmeiras com dois expulsos, contra um dos adversários bateu o invicto São Caetano em pleno Anacleto Campanella, com dois gols do então reserva Thiago Gentil.
Corinthians Um novo ataque, um novo técnico e nenhuma novidade no fato de ser um dos favoritos para conquistar o título estadual. O Corinthians 2003, com Geninho no comando, não agrada a gregos e troianos. Jorge Wagner, emprestado por seis meses pelo Cruzeiro, é uma das poucas unanimidades. Deu mais velocidade ao meio-campo e ainda costuma se aventurar, com sucesso, no ataque.
Dizer que no clássico contra o Palmeiras não há favoritos é dizer o óbvio, mas o Corinthians não pode contar só com a sorte para bater o arqui-rival. Três jogadores estão pendurados com dois cartões amarelos para a partida de quarta: Anderson, Fabinho e Gil. Se forem novamente punidos desfalcam a equipe no segundo confronto das quartas-de-final.





