Finalista da Copa João Havelange graças principalmente ao seu jeito ‘‘irresponsável’’ e empolgante de atuar, priorizando a ofensividade em detrimento da obsessão pela defesa que reina no futebol nacional, o São Caetano já está pensando em rever esse conceito.
O motivo foi o empate em 1 a 1 com o Vasco, anteontem à noite, no Parque Antarctica, que, para o São Caetano, não foi recebido como um bom resultado.
Afinal, agora o título será decidido sábado, no estádio do Vasco, no Rio, e o time carioca precisa de um empate sem gols ou de uma vitória por qualquer placar para conquistar o tetracampeonato brasileiro.
Depois da partida de anteontem, o técnico do São Caetano, Jair Picerni, principal apologista do lema ‘‘o ataque é a melhor defesa’’, adaptou a sua filosofia à realidade de uma final.
‘‘Numa decisão, você se deixa levar muito pela emoção. Em alguns momentos, precisamos usar mais a razão’’, declarou Picerni, que destacou a quantidade de erros cometidos pelo seu time no empate com o Vasco.
‘‘Em alguns momentos nos precipitamos. Erramos muitos passes, o que não é normal em nossa equipe. Precisamos melhorar’’, prosseguiu o técnico.
Picerni ficou irritado quando um repórter o questionou sobre as críticas feitas à irresponsabilidade do esquema tático do São Caetano por alguns treinadores renomados no programa ‘‘Super Técnico’’, da TV Bandeirantes.
‘‘Isso é uma piada. Ninguém está aqui brincando. Aqui (no São Caetano) a responsabilidade é ainda maior. Pensa que é fácil empatar com o Vasco?’’, disse, bastante alterado.
‘‘Vocês (jornalistas) não deveriam nem sequer fazer esse tipo de colocação. Isso é uma irresponsabilidade.’’ Apesar de concordarem que ‘‘nada está perdido’’, os jogadores do São Caetano não conseguiam esconder a decepção com a atuação da equipe e com o placar alcançado no Parque Antarctica.

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