Picerni não alivia e põe a culpa nos jogadores
Jair Picerni bem que tentou. Mas o técnico do São Caetano não conseguiu esconder seu descontentamento com o time. Aliás, mais uma vez ele surpreendeu, agora ao enfatizar que a responsabilidade pela derrota e a consequente perda do título foi, sim, de alguns jogadores. Ao contrário de uma tradição entre os treinadores, que costumam assumir a culpa por maus resultados, Picerni a dividiu. ''A maior responsabilidade pode até ser minha, mas algumas peças da nossa equipe não renderam, travaram no campo'', disse.
O treinador se negou a citar nomes. Disse que isso era tarefa para os analistas especializados. Mas conforme explicava o que havia ocorrido ontem, no Anacleto Campanella, dava 'nome aos bois'. ''O Adão (Adãozinho) e o Esquerda (Esquerdinha) jogam muito mais do que isso'', afirmou. A esse grupo de 'apagados', juntaram-se os atacantes Magrão e Anaílson. ''Nós trabalhamos muito o aspecto emocional, porém tem uma hora que a pessoa tem de mostrar quem é quem.'' Pela primeira vez Picerni abandonou o discurso do ''aqui todo mundo está de bem com a vida''. Ao contrário, fez questão de enfatizar, mais de uma vez, que seu sentimento após a partida era mágoa e chateação.
''Nós tínhamos um trabalho programado para sair daqui com o título'', afirmou. ''Pode até ser que em alguns dias eu me orgulhe por ser vice-campeão. Mas profissionalmente não tem valor. É preciso ter a complementação com o título.





