Picerni muda time para encarar Santista
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sexta-feira, 19 de março de 2004
Agência Estado 
São Paulo - O Palmeiras ainda sente os efeitos colaterais da dura partida contra o time do São Gabriel, quarta-feira, pela Copa do Brasil. Por isso, o técnico Jair Picerni já tomou suas providências para evitar que o cansaço da viagem para o Rio Grande do Sul e as dores musculares causadas pelo jogo duro do time gaúcho afetem o rendimento da equipe amanhã, contra a Portuguesa Santista, em Santos, pelo Campeonato Paulista.
Uma das medidas havia sido decidida pelo treinador antes do jogo de quarta-feira: o time vai ter um dia extra de concentração para que os jogadores sejam obrigados a descansar mais tempo. Ontem, o grupo seguiu de ônibus para Santos e neste sábado deve fazer uma atividade leve no CT Rei Pelé.
A outra providência de Picerni foi promover algumas mudanças na escalação. Marcos ainda sente dores no polegar da mão esquerda, mas treinou nesta sexta com os titulares e garante que tem condições de jogo. A segunda mudança de Picerni foi no ataque. Considerando o campo de pequenas dimensões do Ulrico Mursa e gramado que está longe de ser um tapete, o técnico optou por colocar Adriano Chuva no lugar de MuÀoz.
Ao mesmo tempo, o volante Diego Souza, que voltou a sentir as dores no joelho que quase o tiraram do jogo contra o São Gabriel, foi poupado. No treino, o substituto foi o meia Elson, mas Picerni ainda conta com Diego para a partida.
Freddy Rincón foi o porta-voz de um recado que, na verdade, todos os jogadores do Corinthians gostariam de dar à diretoria. O colombiano foi taxativo ao comentar o comportamento dos dirigentes no episódio das agressões aos atletas durante embarque para Fortaleza. ''Eles (cartolas) erraram. Ainda mais que todo mundo sabia que haveria o protesto'', afirmou.
O fato de o assunto ainda ser motivo de comentários no Parque São Jorge, mesmo depois da vitória sobre o Ferroviário por 2 a 0, é simples. Os dirigentes do Corinthians, por mais que tentem, não conseguem deixar a condição de reféns dos baderneiros uniformizados. Ao mesmo tempo que ameaçam restringir o acesso ao clube, ao Parque Ecológico ou ao CT de Itaquera, submetem-se ao subsídio de ingressos àqueles que, em seguida, ameaçam suas famílias.


