Picerni liga sinal de alerta no Palmeiras
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segunda-feira, 26 de abril de 2004
Agência Estado 
São Paulo - Os traumas da Segunda Divisão estão de volta ao Palestra Itália. Em apenas duas rodadas pela Série A do Campeonato Brasileiro, o time já se vê na zona do rebaixamento após o empate por 0 a 0 contra o Atlético Mineiro, em casa, e a derrota por 1 a 0 para o Inter em Porto Alegre.
A situação está longe de ser dramática, mas ninguém duvida: vai sobrar pressão para todo mundo na próxima partida, quinta-feira, contra o Vitória, no Palestra Itália. O último confronto contra esse adversário, pela Copa do Brasil do ano passado, foi um desastre completo: derrota por 7 a 2.
Jair Picerni, que não foi sequer visto no campo ontem, na reapresentação do elenco, saiu do Beira-Rio preocupadíssimo com as deficiências de sua equipe. Não tivemos velocidade, criatividade e pegada, resumiu.
O técnico condenou principalmente a fragilidade ofensiva, posição na qual o elenco tem a maior carência. Por motivos óbvios, não quis dizer se a chegada de Jardel pode resolver os problemas. Independentemente da falta de reforços, tínhamos que produzir bem mais, avaliou Picerni.
O treinador contava com um bom resultado em Porto Alegre para aliviar a pressão da torcida. Com a derrota, ele teme por uma sobrecarga emocional que possa atrapalhar a equipe no jogo de quinta. Vem pressão aí. Cabe a nós administrar esse problema da melhor maneira possível. Vamos conversar e trabalhar para melhorar o nosso futebol, disse, ainda em Porto Alegre.
Os laterais Baiano e Lúcio devem merecer um sermão à parte. Picerni não gostou da forma como eles se comportaram no Beira-Rio. Se não comprometeram tanto na marcação, deixaram a desejar ofensivamente tanto que ambos foram substituídos no segundo tempo. O técnico escalou dois meias (Correa e Diego Souza) nas laterais e já pensa em repetir o expediente contra o Vitória, especialmente na esquerda.


