São Paulo - Os traumas da Segunda Divisão estão de volta ao Palestra Itália. Em apenas duas rodadas pela Série A do Campeonato Brasileiro, o time já se vê na zona do rebaixamento após o empate por 0 a 0 contra o Atlético Mineiro, em casa, e a derrota por 1 a 0 para o Inter em Porto Alegre.
  A situação está longe de ser dramática, mas ninguém duvida: vai sobrar pressão para todo mundo na próxima partida, quinta-feira, contra o Vitória, no Palestra Itália. O último confronto contra esse adversário, pela Copa do Brasil do ano passado, foi um desastre completo: derrota por 7 a 2.
  Jair Picerni, que não foi sequer visto no campo ontem, na reapresentação do elenco, saiu do Beira-Rio preocupadíssimo com as deficiências de sua equipe. ‘‘Não tivemos velocidade, criatividade e pegada’’, resumiu.
  O técnico condenou principalmente a fragilidade ofensiva, posição na qual o elenco tem a maior carência. Por motivos óbvios, não quis dizer se a chegada de Jardel pode resolver os problemas. ‘‘Independentemente da falta de reforços, tínhamos que produzir bem mais’’, avaliou Picerni.
  O treinador contava com um bom resultado em Porto Alegre para aliviar a pressão da torcida. Com a derrota, ele teme por uma sobrecarga emocional que possa atrapalhar a equipe no jogo de quinta. ‘‘Vem pressão aí. Cabe a nós administrar esse problema da melhor maneira possível. Vamos conversar e trabalhar para melhorar o nosso futebol’’, disse, ainda em Porto Alegre.
  Os laterais Baiano e Lúcio devem merecer um sermão à parte. Picerni não gostou da forma como eles se comportaram no Beira-Rio. Se não comprometeram tanto na marcação, deixaram a desejar ofensivamente – tanto que ambos foram substituídos no segundo tempo. O técnico escalou dois meias (Correa e Diego Souza) nas laterais e já pensa em repetir o expediente contra o Vitória, especialmente na esquerda.

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