São Paulo - Jair Picerni, há três meses técnico do Palmeiras, se diz preocupado. Em sua opinião, o time ainda não disputou uma grande partida na temporada. Acredita que a pressão pela má campanha tem contribuído e, principalmente, a reformulação feita pela diretoria no fim do ano, mas acha que já passou da hora de a equipe fazer um jogo convincente. Espera que seu desejo seja concretizado hoje, às 20h30, contra o Criciúma, no Palestra Itália, pela Copa do Brasil.
O confronto vale vaga nas oitavas-de-final e um empate por 0 a 0 ou uma vitória garante a classificação ao Palmeiras. ''Chega uma hora em que nós temos de jogar bem, de fazer um grande jogo.'' De acordo com Picerni, a equipe teve bons momentos em algumas partidas, mas nunca conseguiu agradar durante os 90 minutos. Gostou da atuação do Palmeiras no primeiro tempo contra o Guarani, pela primeira fase do Campeonato Paulista, e diante do Corinthians, no primeiro confronto da semifinal, e do segundo tempo contra o Operário-MT, pela Copa do Brasil. ''Precisamos recuperar a credibilidade total, temos de ganhar bem o jogo e satisfazer o público.''
Picerni reuniu-se com o presidente Mustafá Contursi, que lhe prometeu reforços. Mas disse que não fará loucura. O atacante Edmundo continua em negociação. Caso a Portuguesa consiga uma liminar, na Justiça, que a inclua na Série A do Brasileiro, o Palmeiras exigirá a queda do Flamengo, que teria utilizado um atleta irregular em 2002. Caso isso não ocorra, vai brigar para também participar da Primeira Divisão.

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