Imagem ilustrativa da imagem Phelps 2.0
| Foto: Martin Bureau/AFP
Vigésima conquista dourada veio na prova predileta do nadador, que ficou emocionado; último ciclo olímpico foi marcado pelo retorno da aposentadoria



Rio de Janeiro - Impossível não combina com Michael Phelps. Aos 31 anos, depois de anunciar a aposentadoria e sofrer com problemas de álcool e depressão, o mito americano voltou a mostrar que é o maior nadador de todos os tempos, ao elevar seu recorde de medalhas olímpicas para 25, incluindo 21 de ouro.
Phelps mergulhou na piscina na noite da última terça-feira para reconquistar o ouro dos 200 m borboleta, sua prova predileta, da qual foi bicampeão em Atenas-2004 e Pequim-2008, antes ficar com a prata em Londres-2012. Mais velho, ele conseguiu voltar para o lugar mais alto do pódio na prova, um feito inédito na história dos Jogos.
Uma hora e vinte minutos depois, o astro retornou a piscina para fechar o revezamento 4x200 m, que venceu ao lado de Conor Dwyer, Townley Haas e Ryan Lochte. Já são três ouros no Rio. O primeiro veio no domingo, com o revezamento 4x100 m.
O momento mais forte da noite foi sem dúvidas a conquista do 20º título olímpico. Uma marca simbólica, numa prova que também tem um significado especial para ele.
Foi a primeira prova que disputou em Olimpíadas, nos Jogos de Sydney-2000, quando tinha apenas 15 anos. No ano seguinte, também foi nesta prova que o americano quebrou seu primeiro recorde mundial, uma marca que superou oito vezes desde então.
A vitória não foi nada fácil. Phelps completou a distância com tempo de 1:53.36, apenas 4 centésimos mais rápido que o japonês Masato Sakay, que ficou com a prata. Por ironia do destino, o sul-africano Chad Le Clos, que tinha quebrado sua hegemonia na prova, ficou fora do pódio.
Por mais que esteja acostumado a subir ao pódio, Phelps não conseguiu esconder a emoção quando ouviu o hino nacional americano tocar, com a vigésima medalha de ouro olímpica no peito.
Com olhos marejados, ele alternava choro e gargalhadas. Afinal, nem tudo foram flores para o americano neste ciclo olímpico, muito pelo contrário. Ele chegou a anunciar a aposentadoria depois de Londres-2012, mas voltou atrás para disputar a sua quinta olimpíada.
Depois de descer do pódio, Phelps foi dar a tradicional volta olímpica da piscina e subiu até a arquibancada, onde estava seu filho, para pegá-lo nos seus braços, cercado de dezenas de fotógrafos. A lenda não para por aí. O astro ainda vai nadar duas provas individuais, os 200 m medley e 100 m borboleta, para continuar escrevendo a história no Rio de Janeiro.

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