Na contramão da recessão econômica e da desvalorização do real, a Petrobrás anunciou ontem que vai aumentar em 36,3% seus investimentos no automobilismo nacional para esta temporada. Ao todo, a estatal vai gastar cerca de US$ 15 milhões em patrocínios a pilotos, equipes e categorias. Em 97, o gasto com o automobilismo foi de US$ 5,5 milhões e, no ano passado, US$ 11 milhões. ‘‘Não existe a possibilidade de voltar atrás. O valor para o esporte a motor já foi fechado, e a Petrobrás não tem o hábito de romper contratos’’, disse Luís Antônio Vargas, superintendente de comunicação da empresa.
O plano anunciado ontem em São Paulo pela Petrobrás envolve 11 categorias, do kart à F-1, passando por campeonatos como os de F-Truck e Superturismo. Foi criada, ainda, uma categoria com o nome de F-Petrobrás, que vai herdar parte da estrutura da F-Rio e servirá de intermediária entre o kart e a F-Chevrolet. A empresa ainda vai manter uma equipe na F-3000, categoria de acesso à F-1.
Uma das principais razões para o crescimento dos gastos da Petrobrás com o automobilismo é a mudança de seu status na F-1. Em 98, primeiro ano da parceria com a equipe Williams, a Petrobrás era ‘‘fornecedora oficial’’. A partir deste ano, com a inclusão de seu logotipo na pintura do carro, a empresa passou à categoria de ‘‘patrocinadora técnica’’ - passou a colocar dinheiro na equipe, embora o fato seja negado por parte dos integrantes da comissão de esporte a motor.

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