Petráglia queria ingressos a R$ 25,00
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de dezembro de 2003
Agência Estado 
Parece que o torcedor de baixa renda não terá muita vez no campeonato brasileiro de 2004 se depender dos cartolas. O presidente do Atlético-PR, Mário Petraglia, foi o mais enfático na defesa da revisão dos preços dos ingressos. Chegou a propor bilhetes a R$ 25.
''Já elitizamos as despesas; temos agora de elitizar as receitas. Os recursos de bilheteria hoje são incompatíveis com a realidade dos clubes; por isso eles quebraram'', disse Petraglia. ''Anos atrás, os clubes viviam apenas das rendas das partidas.'' São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos votaram pela cobrança mínima de R$ 15.
O presidente do Clube dos Treze, Fábio Koff, sustentou a proposta de que o valor fosse liberado e ficasse a critério dos clubes mandantes dos jogos. Ele representava o Grêmio e não teve êxito.
O presidente do Vitória, Paulo Carneiro, votou pelo valor de R$ 10 e justificou sua posição. ''Sou do Nordeste e tenho de ver a realidade de minha região.'' Para Flamengo e Vasco, os maiores opositores do valor mínimo estipulado, a decisão vai tirar público dos estádios.
''É um absurdo, um despropósito'', criticou o presidente do Vasco, Eurico Miranda, que se absteve de votar. Pelo Flamengo, Marcio Braga disse que os clubes de maior torcida vão sofrer com a medida.
O Cruzeiro acompanhou o voto do Vitória, embora o presidente do clube campeão brasileiro de 2003, Alvimar Costa, admitisse ''uma certa defasagem'' nos R$ 10 cobrados atualmente.


