Com sua longa cabeleira loira, o volante Emmanuel Petit não passa despercebido em campo, com seu 1,85 metro e 78 quilos. Apontado como uma das revelações da equipe francesa na Copa graças à boa técnica e a um excelente domínio de cabeça, o jogador de fisionomia jovial é respeitado também pela autenticidade - suas opiniões cortantes, nada amistosas, ganham fama e repercutem.
Enquanto os outros jogadores desfiam elogios para o time comandado por Zagallo, Petit prefere apontar as deficiências. ‘‘Dos quatro defensores brasileiros, dois não têm qualidades suficientes para dar tranquilidade à equipe’’, comentou. Os nomes são descobertos à medida em que elogia apenas os laterais Cafu e Roberto Carlos, excluindo Júnior Baiano e Aldair.
Petit, 27 anos, também não é adepto do respeito excessivo que os franceses dedicam à geração de jogadores como Platini e Tigana que, apesar talentosos, não disputaram uma final de Copa do Mundo. ‘‘Temos a chance de entrar para a história de uma maneira mais gloriosa’’, afirma.
Petit participou ainda de momentos decisivos pela seleção da França, durante o Mundial, como o gol da vitória contra a Dinamarca (2 a 1), na primeira fase, com um belo chute de pé esquerdo. A explicação, segundo o jogador, é ter confiança no próprio trabalho. ‘‘Treino sempre acreditando que o esforço não será em vão’’, comenta.
Apesar da autoconfiança, Petit apega-se também na superstição: acredita estar protegido da má sorte graças a um talismã senegalês pendurado no vidro retrovisor que está dentro de seu carro. ‘‘Quero que tudo esteja a meu favor.’’

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