Na segunda parte da entrevista com o presidente do Londrina, Peter Silva, que completou um ano de mandato na sexta-feira, o cartola fala dos erros e acertos, do que se lamenta em não ter feito e do que não faria de novo.

Peter confirmou que não trará um caminhão de jogadores como vem sendo sendo feito ao longos dos anos. Segundo ele, serão cinco ou seis contratações ''boas'', para dar sustentação ao jovem grupo que terá a missão de recuperar o prestígio alviceleste no Campeonato Paranaense.

O cartola também explica projetos que ainda não saíram do papel, como o trabalho com garotos em parceria com o Instituto Nacional de Desenvolvimento à Saúde e Ecologia (Indese). Confira a entrevista:



Arrependimento do que fez

''Eu não posso me arrepender de nada. Eu não me arrependi, eu aprendi com os erros. Eu não posso persistir no erro senão sou burro. Não vou fazer agora o que fiz no Paranaense passado. Hoje, o Sidiclei (Menezes, coordenador de futebol) não é o homem forte no futebol. Quem contrata sou eu e o treinador (Lio Evaristo). Aprendi ver o perfil de jogadores. Não quero mais jogador com características lentas. Para o Paranaense temos os nossos atletas e fazendo cinco contratações acertamos o time. Em 2007, os resultados de campo com certeza vão melhorar. Não vamos ser campeões, podemos até ser, mas vamos melhorar. Quero dar mais atenção ao profissional por que consegui fazer a parceria com a base. Agora vou receber o projeto, vai ser executado e eu apenas vou supervisionar como presidente. Me arrependi de não ter dado sequência ao time que disputou a Divisão de Acesso. Perdi 90 dias de trabalho. Acertei em trazer o Lio, mas me arrependi de ter fugido de um trabalho que ele tem potencial''.



Arrependimento do que não fez

''Acho que deveria ter usado mais a influência que eu tenho no futebol com relação a futebol profissional. Eu deveria ter ido no Santos, no São Paulo. Tenho amigos nos grandes clubes e tinha que ter usado isso. Deveria ter saído no futebol profissional com uma parceria dessa. Eu sozinho não posso querer ser cobrado de ser campeão na base ou no profissional. Se eu não dividir, eu não consigo fazer isso. Se tivesse feito isso talvez teria mais resultados. Não fiz porque primeiro estou tentando fechar as parcerias com gente daqui. Pelo menos do Paraná. Preciso de gente que é daqui, mas estou vendo que no futebol profissional, para adintar o processo tem que ser com uma parceria como essa.



Eliminação da Copa do Brasil

''Eu acho que aquele foi o maior desastre financeiro do clube. Hoje eu não estaria devendo um mês de salário para os funcionários e não estaria devendo para fornecedores. Eu acho que abalou bastante. Eu fiquei sem o chão na época. Tinha muitas coias ligadas na época e não vieram por isso. Eu tinha na minha cabeça que aquele time do Paranaense me daria a vaga na Série C (do Brasileiro). A minha decepção foi não ter conseguido. Não me entra na cabeça que são três vagas para a Série C, os três da capital não estão e nós ainda ficamos de fora. Se eu como presidente fico frustrado imagina o torcedor a imprensa?''



Sucessão

''Não quero ser um presidente eterno do Londrina. Eu tenho que trazer pessoas que estejam na mesma filosofia que estou implantando no Londrina, que amanhã serão presidentes, vices, diretores. Essa é a minha maior preocupação. Tento fazer reuniões, convencer o cara a estar junto com o Londrina, porque depois que ele entrar aqui ele vai começar a entender como é o Londrina. É um jeito de fazer a transição''



Cartão assistencial

''Não entrou em funcionamento porque a Unimed, como parceria do Londrina, não autorizou''.



Projeto Indese

''Está pronto. O projeto já foi aprovado em Brasília, o Nedson (Micheleti, prefeito) aprovou e já está há mais de seis meses parado na Prefeitura de Londrina e deve ser liberado agora no começo do ano. Ele ainda não começou só por causa da burocracia''.



Feira da China

''Foi uma ação política. O Carlos Alberto Torres tinha um estande e quis fazer uma parceria com o Londrina, mas tinha um custo. Chamamos a Prefeitura porque mostraríamos a cidade. Expus o projeto ao prefeito que disse ter intenção de ir, mas depois a Prefeitura vetou''.



Declarações polêmicas

''Isso é um erro meu que vou corrigir, vou controlar a empolgação''.



Sucessor da ditadura Moura

''A minha intenção hoje é continuar presidente do Londrina e buscar a minha reeleição. Eu só sairia da cidade e deixaria o Londrina no fim do mandato e com planejamento para assumir um projeto da CBF''.



2007

''O torcedor pode esperar que eu sempre vou defender as cores do Londrina. Na toada em que estamos trabalhando, em um, dois ou três anos o Londrina vai dar muitas alegrias. O meu trabalho é para o futuro do Londrina''.

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