Experiente no esporte que aprendeu no Japão, o presidente da União Londrinense de Sumô, Cassiano Gomes, observa que para se tornar um sumotori a pessoa pode ter qualquer idade, independente do sexo, mas só vai descobrir se nasceu para o sumô quando pisar no dohyô e fizer a sua primeira luta. ''Se a pessoa não gostar é porque não nasceu para lutar sumô, mas se gostar será do sumô para sempre''.
Em Londrina, pessoas comuns são atraídas pelo sumô e se dedicam com afinco e muita garra, fazendo dele um modo de vida. ''É um esporte que me ajuda a ter determinação para enfrentar qualquer coisa de frente, independente do tamanho do problema'', ressaltou a micro-empresária Luciana Pimenta, 28 anos, que integra a equipe londrinense.
Mas é também um caminho para a boa forma física e traz coragem e segurança para as garotas. A estudante Débora Pires Tonon, 17, moradora do Jardim Tókio, descobriu uma luta diferente. ''No sumô não tem soco e ainda ganho um ótimo condicionamento físico e força. O sumô me traz emoção'', relata a estudante.
Alguns adeptos da luta ainda são crianças. O sumô tem sido também um instrumento de educação das novas gerações, que descobrem dignidade e auto-estima na sua prática. Cerca de 40 crianças frequentam as aulas de sumô gratuitamente na ULS, como é o caso de Ruy Aparecido de Sá Júnior, 12 anos. ''Eu gostei muito, não saio mais dos treinos e estou fazendo outras artes marciais e agora não fico mais em casa fazendo bagunça'', comenta Rui.
Outro garoto que entrou de cabeça no sumô é Luis Carlos Alves da Silva Júnior, o Juninho, morador do bairro Maria Celina e que aos nove anos encontrou um jeito diferente de ocupar o tempo e a cabeça. Ele chegou na arena do dohyô trazido pelas irmãs Janaína e Jaqueline, ambas da academia Yama de Sumô, e quando fala do esporte se empolga. ''Quando entrei na luta eu adorei, agora só penso em treinar''. (M.A.A.)

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