Claudio Osti
De Londrina
Pesquisa realizada por uma professora e dois alunos do Departamento de Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL) revela que 80% dos torcedores do clube têm interesse em ser acionistas de um futuro Londrina S/A. A pesquisa – coordenada pela professora Maria Amélia Miranda Pirolo e pelos alunos En‘Ray Gazolli Perez e Murilo Alberto Scarcheti – usou como tema a transformação do torcedor do Londrina Esporte Clube em acionista do Londrina S/A. Foram entrevistadas 381 pessoas. As informações vão direcionar a estratégia de ação do LEC neste ano.
Segundo o coordenador-geral do Londrina, Célio Guergoletto, a pesquisa será fundamental para que o clube trace estratégias de marketing para melhorar a imagem do Tubarão. ‘‘Também é importante para os empresários que têm interesse em investir no Londrina. A pesquisa mostra o potencial e o vigor que a marca Londrina tem’’, diz Guergoletto.
Conforme a pesquisa, 91,1% dos entrevistados já ouviram falar sobre clube-empresa e 69,90% acompanham as notícias sobre o processo de transformação do LEC em S/A. Quando o torcedor é questionado sobre o que considera mais importante, 32,50% dizem que gostariam de ver novos investidores no clube; 30,20% querem a transformação em S/A; 16,30% avaliam como mais importante subir o time para a 1ª divisão do Campeonato Brasileiro; 10,50% querem mais qualidade; e 10,50% optaram por outras respostas.
A pesquisa também traçou um perfil do torcedor. A maior parte – 38,20% – tem idade entre 35 e 46 anos; 23,70% têm entre 25 e 34 anos. As mulheres são apenas 4,10% – contra 95,90% de homens.
Outro dado interessante é com relação à escolaridade: 44,70% têm o segundo grau, 26,80% têm curso superior e 26,80% o primeiro grau completo.
A pesquisa descobriu também que 83,70% dos torcedores acompanham notícias do LEC em jornais. O Caderno de Esportes da Folha é lido por 54,4% dos entrevistados; 39,90% lêem o JL Esportes e 5,8% lêem a Gazeta Esportes.
Com esses dados em mãos, os dirigentes do Londrina começam a preparar uma campanha para motivar os torcedores. Segundo Guergoletto, a pesquisa foi importante para mostrar ao empresariado que o torcedor apóia a transformação em sociedade anônima e está disposto, inclusive, a colaborar financeiramente.
Outro ponto importante foi descobrir, através do perfil traçado pela pesquisa, quem é o torcedor do Londrina. Pela faixa de idade da maioria – 35 a 45 anos – percebe-se que esse grupo tornou-se torcedor na década de 70, quando o Londrina montou bons times e fez boa campanha no Campeonato Brasileiro. Com a instabilidade do Londrina dentro dos gramados nos últimos anos, a garotada que nasceu nos anos 80 não tinha motivação em torcer pelo clube.
‘‘Temos que voltar a motivar essa juventude, e já estamos estudando algumas estratégias. Vamos sortear camisas do Londrina nas escolas, disponibilizar ônibus para levar a garotada nos estádios e criar outras atrações para que possamos formar novos torcedores’’, adianta Guergoletto. Segundo ele, um dos principais objetivos é conquistar a simpatia das mulheres para o Londrina. ‘‘Queremos mais mulheres nos estádios. Quando isso acontece os torcedores se comportam melhor’’, analisa o dirigente.