Cuiabá - Quando entrou em campo, já no segundo tempo, o pescador e estudante Steinsson, 19, nem vislumbrava a possibilidade de tornar-se herói nacional. Aos 32 minutos do segundo tempo, o meia islandês conseguiu o que nenhum dos brasileiros que estiveram no José Fragelli havia feito: fez os cerca de 50 mil mato-grossenses que lotaram o Verdão gritarem e festejarem euforicamente um gol.
Em jogada individual, o islandês passou pelo zagueiro flamenguista Juan, e bateu cruzado, transformando em realidade o maior medo do goleiro Marcos.
Às vésperas da partida, o palmeirense não se cansava de repetir que seu grande temor era entrar para a história como o goleiro que tomou um gol da inexpressiva e semiprofissional seleção islandesa, a 54ª colocada no ranking da Fifa.
‘‘Foi inacreditável. Estou vivendo hoje aqui um sonho. Tenho consciência de que entrei para a história do meu país. Para quem começou na reserva, virar herói era um sonho quase impossível’’, disse, ao final da partida, Steinsson, com a camisa da seleção brasileira em punho.
O jogador disse nem ter percebido a algazarra dos cuiabanos quando marcou o gol de honra dos europeus, que até ali perdiam por 6 a 0.

mockup