Há duas semanas, a rotina de três garotos do time infantil de beisebol Acel/Maxi/FEL, de Londrina, mudou drasticamente. Pedro Augusto Cervantes, Guilherme Imanichi Palhares e Igor Kinzo Ishikawa, todos de 11 anos, passaram em uma seletiva realizada em Marília (SP) e foram convocados pela primeira vez para defender a seleção brasileira. O primeiro vai representar o time nacional no Campeonato Mundial Nanshiki, no Japão, enquanto os outros dois integrarão a delegação que vai ao Pan-Americano, no México.
Ambas as competições serão disputadas apenas em julho, mas a preparação já começou. E com direito a pouco descanso. Além dos trabalhos em Londrina, eles têm participado de treinos específicos comandados pela comissão técnica da própria seleção. E é aí que está a grande mudança. As atividades realizadas a cada 15 dias, sempre aos finais de semana, têm sido bastante intensas.
"Os treinos são bem fortes. A gente acorda no sábado às cinco e meia da manhã e treina a manhã toda. Para no horário do almoço e depois vai até o final da tarde. No domingo vai até o meio-dia", descreve Pedro, citando o período de quatro que eles passaram em Ibiúna (onde fica a sede da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol-CBBS e o Centro de Treinamento da seleção). Até mesmo o descanso nos feriados foram deixados de lado. Mas ninguém reclama. "Pelo contrário, estou bem animado. Estou com mais gás e me esforçando ao máximo para conseguir uma vaga entre os titulares", completou o garoto.
O próximo acampamento de treinos será em pleno feriado de 1º de maio, em Bastos, no interior de São Paulo. Depois, nos dias 17 e 18, a delegação desembarca em Londrina e treinará no campo da Acel. E para completar, eles ainda treinam ao menos uma vez durante a semana com os demais companheiros de time. "Eu acredito que tudo isso vai valer a pena", diz Guilherme.
A recompensa por tanto esforço e dedicação, o trio espera ver nas competições e, também, no futuro. Para Igor, que começou a treinar no ano passado, será uma grande experiência. "Nunca fui jogar fora do Brasil e será uma oportunidade de ver como é o jogo lá fora", falou o jogador, que espera seguir a tradição da família e fazer bonito na seleção, assim como seus três tios. "É minha primeira chance, estou bem animado", conta ele, que, claro, começou a jogar por incentivo da família.
Para Guilherme, que começou no beisebol há mais de quatro anos, com esse trabalho a seleção terá condições de brigar pelo título pan-americano. "Temos que continuar treinando muito. Os treinos têm sido puxados, mas vamos melhorar bastante e espero que a gente consiga ser campeão", mirou o dono do arremesso mais potente do time londrinense.
O Pan-Americano será realizado de 11 a 20 de julho, em Mazatlan, no México. Já o Mundial Nanshiki acontece de 25 a 28 do mesmo mês, em Tóquio, no Japão.

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