A decisão da Copa da Uefa entre Shakthar Donetsk, da Ucrânia, e Werder Bremen, da Alemanha, hoje, a partir das 15h45 (de Brasília), em Istambul, na Turquia, terá presença marcante de pés vermelhos. Nada menos que três jogadores nascidos em Londrina estarão em campo: os meias Fernandinho e Jadson pelo lado ucraniano e o zagueiro Naldo pelo lado alemão.

Apesar de serem londrinenses, nenhum deles chegou a jogar profissionalmente por um clube local. Os jogadores do Shakhtar foram revelados pelo PSTC e apareceram para o futebol nacional com a camisa do Atlético, de onde seguiram para a Ucrânia. Já Naldo foi descoberto no extinto Clube Atlético Londrinense. Teve rápida passagem pelo também extinto RS, de Porto Alegre, de propriedade do técnico Paulo César Carpegiani, e depois atuou pelo Juventude, clube que defendia quando foi vendido ao Shakhtar.

Além dos londrinenses, outros três brasileiros deverão atuar pelo time ucraniano: o lateral-direito Ilsinho, ex-São Paulo, o meia William, ex-Corinthians, e o atacante Luís Adriano, relevado no Inter-RS. Do lado alemão um desfalque muito importante. O meia Diego, que está se transferindo para a Juventus-ITA, está suspenso e assistirá ao jogo da arquibancada.

Os dois clubes buscam o primeiro título da competição. O time alemão, no entanto, já tem um troféu continental em seu currículo: a extinta Recopa, conquistado em 1992. O Shakhtar chega pela primeira vez a uma decisão europeia.

Marcado na história

Jadson, 25 anos, tem alguns títulos em sua carreira, mas nada que se compare a uma conquista da Copa da Uefa, o segundo torneio de clubes mais importante da Europa. As maiores conquistas de sua carreira foram obtidas na Ucrânia, para onde se transferiu em 2005. Nesse período, o Shakhtar foi tetracampeão nacional, além de ter conquistado a Copa da Ucrânia e a Super Copa da Ucrânia.

Em entrevista exclusiva à FOLHA, Jadson falou da expectativa de enfrentar o Werder Bremen na final da Copa da Uefa e sobre a importância do título para sua carreira e seu clube. Confira a entrevista:

Folha - Pela primeira vez o Shakhtar disputa uma final européia e você pode entrar para história do clube com o título. Como está sendo isso para você?

Jadson - É verdade. Realmente podemos ficar marcados na história do clube e isso é muito importante para a carreira de qualquer atleta. Mas temos a consciência de que não será uma tarefa fácil. Vamos enfrentar um adversário de grande qualidade. O grupo está preparado para essa decisão.

Folha - O que pode representar para sua carreira esse título europeu? E para o futebol ucraniano?

Jadson - Se esse título vier representará o resultado de um trabalho. O Shakhtar quer se tornar uma das maiores forças do futebol mundial e uma conquista deste porte é de fundamental importância para essa pretensão. Para minha carreira significará a consagração profissional. O mesmo acontecerá com o futebol ucraniano que passará a ser visto com outros olhos. O mercado internacional com certeza prestará mais atenção nos jogadores que atuam na Ucrânia.

Folha - Qual foi o segredo para que o Shakhtar chegasse até a decisão?

Jadson - Não tem segredo. Montou-se uma equipe forte e trabalhou-se muito para chegar onde chegou. A chegada à final foi fruto de tudo isso.

Folha - Quem é o favorito?

Jadson - Não existe um favorito. As duas equipes têm condições de levantar a taça. E espero que o Shakhtar possa merecer essa conquista.

Folha - O Werder, por perder o meia Diego, perdeu também a força?

Jadson - Sem dúvida será um desfalque considerável, pois o Diego é um excelente jogador. Mas o Werder tem jogadores de qualidade que poderão substituí-lo a altura. Realmente será uma grande decisão.

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