Perto da 1ª Divisão, Palmeiras fala em humildade
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quinta-feira, 13 de novembro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Diz o ditado popular que ''cautela e canja de galinha não fazem mal à ninguém''. E é com este espírito que o Palmeiras vem trabalhando durante esta semana para a partida contra o Marília, sábado, no Palestra Itália. Apesar da empolgação da torcida com a possibilidade de o time garantir o acesso antecipado à Primeira Divisão no confronto - só sobraram 1.542 ingressos de meia-entrada - o time prefere pensar que tem mais três jogos pela frente.
Uma mostra foi o treino de ontem. As atividades começaram às 11 horas com o objetivo de adaptar os atletas ao horário dos dois últimos jogos da Série B do Campeonato Brasileiro. O discurso teve sintonia com as atitudes do técnico Jair Picerni e dos jogadores, que fizeram questão de ressaltar que nada está garantido. ''Não acabou e a gente sabe que não acabou'', resumiu o volante Magrão. ''Foi difícil demais lá (jogando em Marília) e aqui vai ser pior.''
Clima de decisão, os atletas só deixam à mostra ao fazerem retrospecto da campanha. ''Depois de tudo o que a gente passou, para mim subir para a Primeira Divisão é mais importante que a semifinal da Mercosul contra o Boca Juniors'', comparou Magrão. Para o zagueiro Leonardo, só o acesso vai tirar o peso sobre seus ombros desde a campanha do rebaixamento.
Nos treinos, a principal preocupação foi o acerto da defesa, que terá Glauber no lugar de Daniel, contundido. ''Ainda não definimos como vai ser'', disse o zagueiro Leonardo sobre o posicionamento. ''Acho que eu vou ficar na direita no lugar do Daniel, o Glauber na sobra e o Marcinho na esquerda.''
Apesar estar com apenas 2 pontos no quadrangular final da Série B, contra 5 do Botafogo e 7 do Palmeiras, o Marília ainda acredita que possa ficar com uma das duas vagas para a primeira divisão. Quem garante é o técnico Luiz Carlos Ferreira, tentando empolgar o elenco para o jogo de sábado.
Depois de dizer que ''milagres acontecem'', Luiz Carlos Ferreira explicou a situação atual do Marília: ''Se ainda há ar, então estamos vivos''. Por isso, a equipe está concentrada em Jarinu, cidade distante 80 quilômetros de São Paulo, para se preparar para o jogo decisivo.
Para o jogo de sábado, o time do Marília não terá o zagueiro Andrei e o volante Everaldo, ambos suspensos com três cartões amarelos. Wladimir e João Marcos devem ser seus substitutos.


