As amputações feitas acima do joelho, como a que sofreu o velejador Lars Grael no domingo, após acidente em que teve sua perna direita decepada na altura da coxa, são as mais graves. ‘‘Não podia ser pior’’, observa o médico Gilberto Camanho, ortopedista do Hospital das Clínicas de São Paulo. ‘‘É claro que alguém pode viver sem a perna. Mas é uma amputação de difícil adaptação à prótese; se fosse abaixo do joelho seria mais fácil.’’
Para explicar a gravidade da adaptação a uma prótese, de uma forma simples, Camanho observou que em amputações desse tipo não há o joelho para assegurar a articulação entre os movimentos das partes de cima e de baixo da perna.
O ortopedista Moisés Cohen concorda. ‘‘As amputações ao nível da coxa são sempre muito graves porque se perde o elemento articular, o movimento do joelho, e isso torna mais difícil o dia-a-dia de uma pessoa que depende de prótese. Os resultados são sempre mais favoráveis quando a amputação é abaixo do joelho.’’ O ortopedista, no entanto, observa que os avanços significativos na área de próteses vão ajudar o iatista.

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