Afinal, o meia-atacante Nem, quase uma unanimidade entre os torcedores, fica ou não para a Série B do Campeonato Brasileiro? Nem o presidente, nem o técnico, nem o supervisor sabem a resposta. O caso está bem próximo de se transformar nos próximo dias numa minissérie com episódios imprevisíveis. Como o clube implantou a política do ''bom e barato'', com um teto salarial de R$ 3 mil, a permanência do jogador, considerado caro, tornou-se inviável.
Só que a história ganhou novos ares com as declarações do presidente Carlos Alberto Garcia, que, mesmo achando a possibilidade remota, disse que tentará segurar o jogador com o auxílio do empresariado local. ''Ele interessa, mas temos que fazer algumas ponderações, ver com a comissão técnica. Não podemos extrapolar nosso teto, e esta possibilidade contar com a ajuda de um empresário é complicada, porque hoje fala que vai pagar o salário e amanhã diz que não pagará mais'', ponderou Garcia.
O caso é tratado com uma certa indiferença pelo supervisor Antonio Nunes, o Lico, que esteve ontem no Aguativa Resort, local da inter-temporada. ''Não quero mais falar sobre este assunto'', disse.
Lico avaliou como antiprofissionalismo a postura adotada pelo jogador, que segundo ele, antecipou as discussões sobre a renovação de contrato. ''Ele teria de estar aqui, treinando com o restante do elenco, e não ficar pedindo reajuste em hora imprópria, pensar em renovar antes do término do contrato. O Nem poderia jogar a primeira partida, se destacar como ele tem condições de fazer, para depois exigir alguma coisa. Achei a atitude dele pouco profissional'', afirmou. O meia tem contrato com o clube até o dia 30 de abril.
O supervisor também não poupou críticas ao comportamento de Rocha e Paraguaio, que também pediram para rever as condições de trabalho antes do término contratual. ''Isso foi o que me deixou mais chateado. Não existe isso no futebol. Pediram para renegociar antes de começar o campeonato'', argumentou.
Ataque Lico divulgou ontem a identidade de dois atacantes que estão na pauta de negociação: Alê Menezes, do São Gabriel-RS, e Sandro Sotilli, do Glória, de Vacaria (RS). ''O Sotilli é mais difícil, o empresário dele pediu muito alto. Mas o primeiro que responder a gente fecha''.
O lateral-esquerdo Ilsinho e o goleiro Deola, ambos do Palmeiras, podem não vir mais. O primeiro chegou da seleção Sub-20 lesionado e ficará no mínimo 15 dias em recuperação. Já o segundo será incorporado ao elenco de profissionais do Palmeiras a pedido de Jair Picerni.

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