Perfeição
Elas lutam contra a gravidade, com graça, charme e elegância. Seus corpos parecem de elástico. São extremamente maleáveis. Desdobram-se em movimentos harmoniosos, precisos. Além de tudo, precisam ser polivalentes. A força deixa transparecer delicadeza e equilíbrio onde não podem ter falhas.
Um simples movimento em falso na queda, após um salto mortal aparentemente perfeito, por mais imperceptível que seja, pode penalizar a atleta como se ela tivesse caído após uma acrobacia desastrada. Assim é a ginástica artística, conhecida por aqui como ginástica olímpica. Aquela que sempre nos deixa parados em frente à televisão, boquiabertos com tamanha precisão.
Agora, temos um motivo a mais para acompanharmos a modalidade nos Jogos Olímpicos de Sydney. O Brasil também vai estar lá. Neste final de semana, em Curitiba, foram definidos os dois nomes para as vagas de titular e outros dois para reserva. Entre as titulares, aparece Camila Comim, uma paulista naturalizada paranaense.
No ano passado, Camila ajudou a trazer o bronze por equipes dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (Canadá). E, agora, depois de enfrentar uma série de avaliações, foi escalada como titular ao lado de Daniele Hypólito, considerada a melhor ginasta brasileira da atualidade. Daiane dos Santos prata no salto sobre o cavalo e bronze no solo no Pan e Marília Gomes classificaram-se como reservas.
Nunca tivemos uma ginasta como a romena Nadia Comaneci, aqui no Brasil. A nossa melhor atleta até hoje foi Luiza Parente, que terminou na 36ª posição na Olimpíada de Seul (1988) e trouxe a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1991. Em Barcelona (1992), Luiza terminou em 57º lugar.
A nossa representante na última Olimpíada (Atlanta-1996), Soraya Carvalho, nem chegou a competir. Ela foi afastada, três dias antes da competição, pela equipe médica do Comitê Olímpico Brasileiro, por estar com uma fratura por estresse no tornozelo. Se ela competisse poderia ter uma fratura muito profunda, que a afastaria para sempre da ginástica.
Ainda estamos longe de brigar por uma medalha nos Jogos Olímpicos. Crescemos muito, mas não podemos competir de igual para igual com russas, eslovenas, ucranianas e chinesas. O importante agora é tentar chegar novamente entre as 36 finalistas e deixar, mais uma vez, o nome do Brasil gravado na história dos Jogos.
Crocodilo Dundee
A indústria cinematográfica australiana começou a se destacar nos anos 70. Entre seus filmes mais conhecidos, está o Crocodilo Dundee, gravado em Sydney, em 1985. Também estão no currículo cinematográfico do país da Olimpíada produções mais baratas como Shine - Simplesmente Genial (1996) e O Casamento de Murriel (1994). Além disso, a Austrália serviu de cenário para a vários filmes, entre eles Missão Impossível II, com o astro Tom Cruise.
Bronze para basquete e natação
Mais duas medalhas de bronze chegaram para o Brasil na Olimpíada de Roma, em 1960, através do resultado obtido pelo basquete masculino e pelo nadador Manuel dos Santos. Campeã mundial, em 1959, a equipe do basquete masculino chegou à Itália dividindo o favoritismo com os norte-americanos, mas acabou ficando com o bronze.
Na natação, apenas dois décimos de segundo tiraram a medalha de ouro de Manuel dos Santos Júnior, na prova dos 100 metros livre. Ele terminou a prova com o tempo de 55s04, contra 55s02 do australiano John Devit, que conquistou o primeiro lugar, quebrando o índice olímpico. Em segundo lugar, ficou o norte-americano Lance Larson, com o tempo de 55s03.
Adhemar Ferreira da Silva, então com 34 anos, mesmo sem ter obtido uma boa colocação, saiu aplaudido pela torcida. Ele ficou em 11º lugar, prejudicado por problemas de saúde.
Nação esportiva
A Austrália está entre três únicas nações que participaram de todos os Jogos Olímpicos modernos. Além disso, o país foi palco olímpico em 1956, quando sediou os Jogos de Melbourne. A Austrália também foi anfitriã de três Jogos da Comunidade Britânica (Commonwelth Games): em Sydney (1938), Perth (1962) e Brisbane (1982). O país tem mais de 100 organizações esportivas nacionais e milhares de órgãos estaduais, regionais e clubes. Estima-se que mais de oito milhões de pessoas sejam participantes desportivos registrados.
Ensino obrigatório
O ensino na Austrália é obrigatório entre as idades de 6 a 15 anos. Cerca de 72% das crianças são educadas em escolas do governo, onde o ensino primário e secundário são gratuitos. Em vários estados existem ainda as Escolas do Ar. Essas escolas utilizam rádio emissor-receptor e outros meios de comunicação para proporcionar uma experiência de sala de aula para crianças que vivem em áreas muito remotas, incapazes de frequentar escolas convencionais.
Curtas Olímpicas
- Para não dar branco na hora do pódio, os atletas brasileiros vão poder treinar bastante o Hino Nacional, durante todo o período de aclimatação, em Camberra. Um cartucho de karaokê já foi providenciado para deixar os nossos atletas afinadíssimos. A bandeira brasileira será hasteada na Vila Olímpica de Sydney no dia 07 de setembro. Coincidência ou não, dia da Independência do Brasil.
- A delegação brasileira ficará distribuída na Vila Olímpica em 14 casas de dois pisos. Cada casa tem sala com TV a cabo e vídeo, sofá e geladeira. Cada casa vai abrigar entre 16 e 24 pessoas. São dois atletas por quarto e um banheiro para cada quatro atletas.





