Belo Horizonte - Se quiser buscar uma medalha na Olimpíada de Pequim, Thiago Pereira terá de se acostumar a ter os melhores do mundo ao seu lado na piscina. E, principalmente, o americano Michael Phelps. Por isso, o atleta e seu técnico sairão à caça de seus maiores rivais na próxima temporada.
Terceiro colocado no circuito da Copa do Mundo, encerrado ontem, em Belo Horizonte (MG), o nadador não terá férias. Em dezembro, deve disputar o Open, em São Paulo. Sua prioridade, no entanto, é nadar algumas provas ao lado de seus possíveis adversários na China. Phelps costuma se inscrever em vários torneios e nem sempre avisa onde nadará. Em fevereiro, Thiago quer ir ao Grand Prix dos EUA. Crê que o americano estará por lá.
O brasileiro diz que Phelps não é sua maior preocupação agora, que só irá pensar nele quando já estiver na China. Para levar o ouro, no entanto, Thiago terá de batê-lo. E tem trabalhado exatamente no maior diferencial do rival. Phelps tem como um de seus pontos fortes o nado crawl, o último da prova de medley, que tem os quatro estilos. ''Se alguém quer ganhar dele, tem de melhorar na finalização. As provas de curta e de crawl que eu venho fazendo já me ajudaram muito. Eu quebrei o recorde mundial (dos 200 m medley em piscina curta) justamente na minha passagem de crawl. Quando terminou o nado de peito (a penúltima do nadador), ainda estava atrás da marca'', diz Thiago.
Ontem, após ser o ouro nos 200 m medley em Belo Horizonte e ganhar US$ 30 mil pelo terceiro lugar na Copa do Mundo, Thiago gastou horas com entrevistas, poses para fotos e autógrafos para uma torcida enlouquecida. ''Tudo isso cansa bastante'', declara o técnico de Pereira, Fernando Vanzella.
Thiago terá folga apenas amanhã. Hoje, o nadador não vai entrar na piscina, mas terá um dia de celebridade na TV.

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