A irritação tomou conta dos jogadores do Londrina após o empate com o Iguaçu. Alguns não quiseram falar, outros soltaram o verbo. ''Melhor nem comentar para não falar b... É inadmissível'', esbravejou Zé Ilton. ''Quem não faz toma mesmo. Perdemos muitos gols'', reclamou o volante Gilmar.
O técnico Gilberto Pereira deixou o gramado sem querer conversa. Depois, mais calmo, voltou para tentar explicar o resultado. ''Criamos situações de gol a toda hora. Foi uma fatalidade. Foram falhas indivuais e isso não é treinado. Faltou liderança, sensibilidade e disciplina tática'', cobrou o treinador, enquanto ouvia 'elogios' de um grupo de torcedores.
Enquanto ele tentava se explicar, a torcida procurava culpados. Sobrou para o goleiro Alexandre, para o atacante Zé Ilton, para o treinador, para diretores, imprensa e até para o presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Afonso Vítor de Oliveira, que foi acuado em um canto da arquibancada.
Pereira espera uma reação diante do Engenheiro Beltrão e mandou um recado. ''Ficou difícil, mas não impossível''. (T.M.)

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