Pereira adota a tática do mistério
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
Salários (quase) em dia, vantagem no campeonato e a sensação de ter superado as dificuldades da primeira fase. Podia não estar declarado, mas este era o clima após o último treino, ontem, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, antes do embarque para o Rio Grande do Sul. No sábado, o time decide o futuro na segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro, às 15 horas, em partida de volta contra o São José.
A delegação viajou de ônibus, ontem no início da tarde, até Curitiba onde passou a noite. Na manhã de hoje, embarca para o Rio Grande do Sul de avião e ficará concentrada até a tarde do sábado.
Durante o último treino em Londrina, a principal expectativa ficou por conta da definição do time que entrará em campo. O técnico Gilberto Pereira não confirma, mas o LEC pode ter desde o início Rodrigo Félix na lateral direita, no lugar de Warley, e Jonhes na vaga de Danielzinho no ataque. A confirmação, no entanto, sairá apenas no vestiário, momentos antes do início do confronto.
Jonhes participou do último coletivo, na ontem pela manhã, e foi incumbido de marcar as saídas de bola. ''Como o campo tem dimensões pequenas, marcar na frente pode fazer a bola cheguar sem efeito na nossa defesa'', observa.
Segundo o meia-atacante Fabinho, a ordem é não acomodar, porque jogar recuado pode deixar o adversário à vontade no ataque. Por isso, pediu para o elenco se preocupar com a marcação e ''jogar com a bola no pé''. Ele afirma que Pereira frisou que eles não podem achar que ''tudo está ganho''.
''Veja o que aconteceu com a nossa classificação, coisa que poucos esperavam. Pela primeira vez temos uma vantagem boa no campeonato e vamos entrar com a mesma vontade e determinação. Para trazer uma classificação tranquila temos que ficar atentos à marcação'', explicou.
Já o técnico Gilberto Pereira não consegue disfarçar a satisfação de ter levado o Tubarão à segunda fase da Série D. Os problemas de finalização das duas primeiras rodadas da fase inicial, ocasião em que o time não havia marcado nenhum gol, foram superados. Na terceira rodada o time alviceleste desencantou e goleou Ypiranga por 4 a 0, no Café, e passou a colocar medo em qualquer adversário, mesmo sem grandes chances de classificação. Até agora, foram 12 gols em sete jogos, que perfaz uma média de 1,7 gols marcados por partida.
Superado o problema, agora a maior preocupação do treinador Pereira é com a arbitragem. ''Existe uma grande expectativa no Rio Grande do Sul (o presidente da Federação Gaúcha teria ligação com o São José) sobre o desempenho da equipe e temos que ficar atentos com o extra-campo, como o fator arbitragem'', alertou Pereira.


