O percurso do Paris-Dakar não será nada fácil. Uma amostra são as duas etapas de maratona, que parecem ter sido especialmente idealizadas para aumentar ainda mais o grau de dificuldade da prova. Uma delas é a sétima etapa, de Ouarzazate a Tan-Tan, no Marrocos, e depois até Zouerat, na Mauritânia, em que os competidores terão dois dias para percorrer 1.545 quilômetros, com uma parada obrigatória de seis horas.
Na 13 etapa, outra maratona: 1.472 km de Tichit a Kiffa, na Mauritânia, e Dakar, no Senegal. Na saída de Tichit, os competidores partem para Kiffa no meio de grandes dunas, com trechos em que há erva-de-camelo, um arbusto bastante resistente. Segundo os organizadores, há 200 km de ''estrada'' em péssimo estado. Também estão programadas duas etapas sem o uso do GPS, aparelho que permite localização por satélite. Segundo Klever Kolberg, o objetivo dos organizadores é tornar o rali mais difícil e mais próximo das provas originais.

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