Curitiba - As eleições para a presidência da Federação Paranaense de Futebol (FPF) ainda não aconteceram e a disputa já está no tapetão. O advogado Luiz Antônio Teixeira, que defende a chapa liderada por Moacir Peralta, garante que irá reverter a posição da FPF que não homologou a chapa de Peralta sob a alegação de que faltavam documentos originais do vice Cássio Lobato Machado. ''Não há amparo legal para a federação tomar essa decisão, inclusive o assessor que tomou essa decisão não tinha poder para isso'', afirmou, lembrando que a assessoria jurídica não tem poder para isso, pois é apenas ''uma função consultiva''.
Segundo Teixeira, a federação tomou um ato equivocado. ''Já havíamos protocolado a chapa e não há, segundo o edital da eleições e também no estatuto, algum tipo de exigência em relação aos documentos''.
Em sua opinião, não há motivo para que a chapa seja impugnada. ''O mais importante é que a chapa teve sua situação regularizada e protocolada. O fato de não ter entregue a documentação original não significa problema'', disse.
Teixeira acredita que a situação poderá ser contornada de forma amigável, mas não descarta a possibilidade de exigir seus direitos na justiça. ''Não descartamos isso (entrar na Justiça), mas entendemos que estamos amparados legalmente e em condições de formalizar isso'', disse.
O imbróglio teve início no final da tarde de terça-feira, último dia para a inscrição das chapas que concorrem à presidência da FPF, quando a assessoria jurídica da entidade fez uma ressalva ao ofício entregue a Peralta, exigindo o documento original. A assessoria jurídica da federação não quis se pronunciar sobre o assunto, alegando que faria isso somente em um momento oportuno.
Na opinião de Joel Klawa, assessor da chapa de Peralta, esse tipo de ação mostra um tipo de pressão. ''Na verdade isso foi uma forma de pressionar a candidatura que demonstra força e condições de vencer'', concluiu.

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