São Paulo - O ex-jogador Pepe, bicampeão do mundo com o Santos e com a seleção brasileira, levou um calote em Santa Catarina. Pepe era coordenador-técnico do Balneário Camboriú FC, um clube recém-criado, que disputava a Segunda Divisão do Campeonato Catarinense.
Na semana passada, comissão técnica e jogadores foram despejados do hotel onde se hospedavam. Motivo: falta de pagamento. Os salários já estavam quase dois meses atrasados. O presidente do clube, Fernando Rocha Garcia, sumiu há duas semanas e deixou Pepe e os jogadores na mão.
A história começou em maio, quando o ex-jogador recebeu Garcia em Santos. ''Ele nos ofereceu um bom projeto, de longo prazo'', conta Pepe, 72 anos, ponta-esquerda do fantástico time de Pelé dos anos 60. ''Eu gostei do desafio e aceitei.'' O desafio era conseguir atingir a elite do estado.
Os problemas começaram há duas semanas, quando Garcia desapareceu. O empresário teria dito que iria buscar recursos aos jogadores. Oito dias se passaram e nada de o presidente aparecer. Além do hotel, o restaurante onde comiam se recusou a atendê-los.
''Estou no futebol há mais de 50 anos. Já tomei alguns calotes, claro, mas nada parecido com isso'', declarou Pepe, por telefone, ainda em Balneário Camboriú. A equipe não tinha uniforme de treino e possuía apenas um jogo de camisas.
O vice-presidente do clube, Edmundo Fialek, que também se disse enganado por Garcia, foi quem salvou a situação. Tirou dinheiro do próprio bolso e mandou os jogadores de volta para casa. Fialek também comunicou à Federação Catarinense de Futebol a desistência da competição. Assim, o time fica proibido, por dois anos, de disputar qualquer competição oficial.

mockup