Agência Estado
De São Paulo
Roger Penske desistiu de experiências e vai investir na combinação de chassi e motor mais segura em 2000: Reynard-Honda. Depois de comunicar que não construiria o próprio chassi na próxima temporada, preferindo adquirir os modelos Reynard, Roger Penske anunciou esta semana que abandonará os motores Mercedes-Benz no final da temporada. ‘‘Estou trabalhando com a Honda na Walker e acho que para a equipe a troca foi excelente’’, disse o piloto brasileiro Gil de Ferran.
Gil de Ferran é um dos pilotos preferidos da Honda que, inclusive, chegou a convidá-lo para o novo projeto da F-1 que foi abandonado na metade do ano. Gil e Greg Moore foram contratados para defender a Penske no ano que vem. O veterano Al Unser Jr. vai sair da equipe e, provavelmente, não correrá mais na Indy. Os números da temporada de 99 justificam a decisão de Roger Penske. Depois de 18 corridas, a Honda Turbo V8 lidera o campeonato de construtores com 349 pontos contra 264 da Ford Cosworth, 182 da Mercedes-Benz e 72 da Toyota.
A Penske começou a utilizar motores Mercedes em 94, ganhando as 500 Milhas de Indianápolis. Mas nas demais corridas os carros estavam equipados com o Ilmor. A partir de 95, Roger passou a fazer todas as provas com o motor Mercedes-Benz. Os motores Mercedes de 99 são compactos e, visivelmente, menores do que as versões da Ford e Honda. Entretanto os pilotos que correm com motor Mercedes reclamam que o rendimento em circuitos mistos é inferior ao dos concorrentes.
Greg Moore é um dos pilotos que corre com Mercedes, este ano, defendendo a Player’s. A Penske anunciou a mudança ainda do final do campeonato porque pretende acertar seus monopostos de acordo com as novas regras aerodinâmicas adotadas pela Cart para o ano que vem. Os carros passarão a utilizar uma nova asa traseira nos ovais curtos, assegurando mais pressão aerodinâmica e favorecendo as ultrapassagens.

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