Pensando no futuro, Botafogo faz 100 anos
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quarta-feira, 11 de agosto de 2004
Agência Estado 
Rio de Janeiro - A esperança de um futuro melhor é o presente que o Botafogo oferece hoje aos seus torcedores no dia em que comemora 100 anos. Do passado glorioso que, aos poucos, cedeu espaço a um presente retratado por campanhas vexatórias nas competições de futebol e ao caos administrativo, só restou os títulos e craques ainda vivos, como a ''Enciclopédia do Futebol'', o ex-lateral-esquerdo Nilton Santos, ou o ponta-esquerda tetracampeão do mundo, Zagallo.
Aos 79 anos, Nilton Santos tem sido a estrela do centenário alvinegro. Ontem, esteve no Cristo Redentor para cortar um bolo comemorativo à data. Em toda a sua carreira defendeu apenas o time carioca, entre os anos de 1948 e 1964, só deixando-o para atuar pela seleção brasileira.
''Fazer parte da história do Botafogo é um orgulho. Principalmente, porque ajudei o clube a conquistar títulos e atuei em uma época que o jogador não tinha vaidade e entrava em campo por amor'', destacou Nilton Santos que, na última eleição vencida por Bebeto de Freitas, chegou a ter seu nome cogitado para a presidência. ''Estamos em uma fase difícil mas vamos sair. Hoje em dia é tudo muito difícil.''
E, para superar a fase de dificuldades, o presidente do Botafogo não esconde a convicção de que os torcedores alvinegros vão ser muito felizes em breve. Desde que assumiu o clube no ano passado, Bebeto de Freitas implementou uma administração austera e vem recuperando a auto-estima da torcida.
Nem mesmo a obrigação de disputar a Série B do Campeonato Brasileiro em 2003 foi capaz de desestimular Bebeto, que nem sequer cogitou uma possível ''virada de mesa'' para alçar o time à Primeira Divisão. Em meio aos obstáculos, aos poucos, o dirigente foi contabilizando feitos: reformou o Estádio de Caio Martins e o Centro de Treinamentos de General Severiano, sanou R$ 4,5 milhões de dívidas e lançou o programa sócio-torcedor, que já conta com a adesão de cerca de sete mil torcedores.
Entre os próximos planos de Bebeto de Freitas destacam-se a transformação do clube em uma sociedade anônima (S.A.) e a construção do Estádio Alvinegro ''Nilton Santos'', feitos capazes de propiciar o resgate das glórias do clube, de acordo com o dirigente. O local escolhido, obtido em parceria com a prefeitura do Rio, fica no Centro, e o empreendimento será custeado por empresários portugueses.


