São Paulo - A fase é tão ruim que o 1 a 0 sobre o São Caetano, no Anacleto Campanella, foi comemorado pelos jogadores do São Paulo como conquista de título. E não deixa de ser um considerável feito para os são-paulinos superarem o compreensível nervosismo da equipe, em queda-livre no Campeonato Brasileiro, após a invasão, sábado, no CT da Lapa, por cerca de cem torcedores, cobrando melhores resultados. O mérito foi ainda maior por ter barrado a empolgação do ascendente time do ABC, que jogava em casa. Mas não foi fácil.
O São Paulo por pouco não viu a fase ficar ainda pior no primeiro tempo, quando só deu São Caetano. Passado o susto, abriram o placar logo no início da segunda etapa, graças a um pênalti, que não existiu, convertido por Luís Fabiano.
O time do ABC não abriu o placar graças a Rogério Ceni. Fez duas defesas essenciais após duas venenosas cobranças de falta de Adhemar. Foi também em uma falta, na entrada da área, que quase o goleiro são-paulino marcou o seu gol, aos 46 do primeiro. Veja só o que é a má fase: Rogério Ceni bateu bem na bola, deslocou o goleiro, chute perfeito... que parou no travessão.
O time do São Paulo cria boas oportunidades, se segura bem na defesa e faz bem a articulação do meio-campo com o ataque. Não é qualidade técnica o problema. Ontem soube segurar o adversário e, no geral, teve o domínio da partida. Mas algo sempre saía errado. Tudo parecia dar certo até o momento da conclusão. Ou melhor, até a hora de chegar à área adversária. O meio-campo era todo do São Paulo. Dizer que faltava sorte é explicar simploriamente a questão.
Tanto não é falta de sorte que logo no início do segundo tempo, aos 30 segundos, o juiz Luís Marcelo Cansian marcou pênalti após Kléber cair na área. Sorte do São Paulo e de Luís Fabiano, que bateu e marcou seu 26º gol no campeonato.
O time, antes acanhado, com o gol, se soltou. Era a hora de aumentar a vantagem, marcar o segundo e evitar riscos desnecessários. Mas quem disse que a bola entrava. Possibilidades não faltaram. Os melhores lances, com uma ou outra exceção, eram iniciados por intermédio do ágil Kléber. O contestado meia Ricardinho foi o melhor retrato da irregular equipe. Deu dois toques de calcanhar, arriscou jogadas de efeito, porém, errou passes em demasia, esteve ausente a maior parte do tempo e, no balanço dos prós e contras, teve saldo pouco positivo.
O magro resultado pelo menos ameniza as críticas à equipe, que chegou aos 65 pontos e empatou com o Coritiba, terceiro no Brasileiro.

Em São Caetano

São Caetano
Sílvio Luiz; Dininho (Thiago), Gustavo e Serginho; Mineiro, Marcelo Mattos (Somália), Fábio Santos, Marcinho e Zé Carlos (Elivélton); Adhemar e Warley. Técnico: Tite

São Paulo 1
Rogério Ceni; Jean, Diego Lugano e Gustavo Nery; Gabriel, Fábio Santos, Alexandre (Adriano), Carlos Alberto, Ricardinho (Fabiano); Kléber e Luís Fabiano (Diego Tardelli). Técnico: Roberto Rojas.

Gol: Luiz Fabiano aos 2 minutos do segundo tempo
Árbitro: Luís Marcelo V. Cansian (SP).
Estádio Anacleto Campanella.

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