Penalizações diminuiriam prejuízos
Curitiba - A criação de uma lei que exigisse maior controle dos administradores dos clubes de futebol no país poderia dar início a um novo ciclo dentro do esporte. Para o espanhol Ferran Soriano, ex-dirigente do Barcelona, o modelo europeu exige que o administrador esteja atento e seja mais responsável com o uso do dinheiro do clube. "Os diretores são obrigados a depositar 15% do orçamento do clube como uma forma de garantia, para que, no caso de má administração, o prejuízo não seja total", afirmou. Em sua opinião, essa medida tornaria os dirigentes mais interessados em uma boa gestão, o que não ocorre no Brasil.
Ainda que não esteja no grau de organização ideal, o País tentou incluir uma regra similar à Lei de Responsabilidade Fiscal, que exige dos administradores públicos um maior cuidado com os gastos nas gestões públicas. Apesar da boa idéia, ela não deslanchou no Congresso Nacional graças à Bancada da Bola - grupo de políticos ligados aos dirigentes dos clubes - que por motivos que chegam a ser óbvios, não permitiram que fosse aprovada.
No Paraná, o mais recente exemplo de má administração veio do Paraná Clube, quando o presidente Luiz Carlos Miranda, que deixou um rombo no orçamento do Tricolor, o que motivou sua saída, poderia ser punido, ou no, exemplo espanhol, o clube recuperaria parte da perda com a utilização da garantia deixada pelo diretor. (J.C.L.)





