Pena vira destaque do clássico paulista
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de setembro de 1999
Por Arnaldo Ribeiro e Valéria Zukeran 
São Paulo, 12 (AE) - Um dos inúmeros problemas do técnico Luiz Felipe Scolari para o clássico de hoje era escolher um substituto para o atacante Evair, que sentia dores na panturrilha. Opções não faltavam. Oseas? Asprilla? Euller? Não... Scolari, surpreendentemente, optou momentos antes do jogo pelo recém-chegado Pena, ou simplesmente Renivaldo Pereira de Jesus, e deu a ele a chance de sair do ostracismo. "Graças a Deus, fiz a escolha correta, disse o treinador. Pena, de 25 anos, que só havia jogado o segundo tempo do jogo contra o Cruzeiro, entrou com a árdua missão de marcar o colombiano Rincón ou o volante Vampeta e puxar os contra-ataques pela esquerda. E não decepcionou.
Anulou o capitão corintiano e não intimidou-se com suas habituais cotoveladas. De quebra, participou do primeiro e do quarto gols do Palmeiras. Só saiu aos 25 minutos do segundo tempo, com o jogo já definido, exausto. "Ele veio dar a ajuda no meio que vinha faltando ao time, disse Scolari. "Eu sabia desde sábado que jogaria, disse Pena. "Não fiquei ansioso ou com medo; trabalhei tantos anos para conseguir essa chance num clube grande e não seria agora que eu ficaria com medo, afirmou. "Só faltou um golzinho, acrescentou o jogador, que ainda não se considera titular.
O técnico derramou-se em elogios ao atleta. "O Pena já caiu nas graças de todos nós, disse. "Ele é um jogador jovem, de força, de velocidade e que tem o espírito de buscar alguma coisa a mais na vida; e quando você tem esse espírito, você chega longe se manter a humildade.
Contratado por R$ 700 mil ao Rio Branco, Pena foi uma indicação do técnico Lula Pereira, que trabalhou com ele em Americana e hoje está no Botafogo-SP. "Agradeço ao Lula pela indicação, disse Scolari.


