Londrina volta hoje ao cenário nacional do basquete. Às 11 horas, a ADL/Sercomtel/Uninter enfrenta o Joinville/Ciser/Univille, em Joinville, na abertura da segunda edição do Novo Basquete Brasil (NBB).
A cidade ficou de fora da primeira edição do Campeonato Nacional depois de sua repaginação, no ano passado, quando adotou novo nome e formato. Nos três anos anteriores, a cidade foi motivo de chacota. Na temporada 2005/2006, por exemplo, a equipe que representava a cidade na época, a Inesul, chegou a ser comparada ao Íbis, taxado de ''o pior time do mundo'', pela sequência de 11 derrotas no Pernambucano de 1981. A Inesul perdeu todos os 16 jogos que disputou naquele Nacional.
Os dois anos subsequentes também não foram animadores. Sempre sob o comando do técnico José Saviani e na presidência Paulo Chanan, o mesmo da ADL, o time seguiu sendo o peso morto dos Nacionais, até que, uma briga entre os aliados de Saviani e os de Chanan causou um racha na equipe e, consequentemente, problemas na prestação de contas do dinheiro público que recebia, o que inviabilizou a participação na primeira edição do NBB.
Na edição 2009/2010, o novo time, encampado pela Associação Desportiva Londrinense, tem como primeiro objetivo resgatar o basquete da cidade e devolver a alegria de ir ao ginásio ao torcedor. Para isso, a direção do time foi buscar o técnico Ênio Vecchi, que por nove anos comandou o extinto Londrina Basquete Clube.
Dentro de quadra, o treinador terá um time, ao menos no papel, competitivo. A mescla de experiência com juventude é a aposta para o sucesso. O ala Rodrigo Sant'Anna, o Ratinho, permanece na equipe, que se reforçou com o também ala Fernando Mineiro, o pivô Bernardo e o armador norte-americano Leonard Mosley.
O técnico Ênio Vecchi ainda não está satisfeito com sua equipe. Ele acha que há muito o que evoluir ainda e que esta evolução virá durante o torneio. ''O time não está pronto. Eu não me contento com pouco e temos muito o que evoluir ainda. Fizemos uma preparação para poder suportar o jogo contra o Joinville, mas estamos longe de ter um bom conjunto'', avaliou o comandante. ''O time é competitivo. Com o pessoal que chegou, a equipe ganhou mais confiança para enfrentar de igual para igual todos os adversários'', completou o ala Fernando Mineiro.
O principal desafio de Vecchi para esse primeiro jogo é controlar a ansiedade da estreia por parte de seus comandados. Apesar de o time vir disputando o Estadual e a Copa Sul, o grande torneio da temporada é o NBB e é natural que haja uma expectativa maior. ''Estreia sempre gera expectativa no elenco, o que é normal'', apontou Vecchi. ''Ansioso o time está, mas também está preparado. Sabemos que o Joinville é forte, tem um conjunto de três anos'', disse o ala Guilherme Filipin, um dos destaques do time.
ADL e Joinville se conhecem bem. As equipes se enfrentaram duas vezes no mês passada, com dois triunfos catarinenses. Assim, o jeito é buscar alguma surpresa para usar contra o rival. ''Procuramos fazer algumas mudanças defensivas na tentativa de surpreender'', revelou FIlipin.
Playoff
O 2º NBB vem com fórmula diferente. Nesta temporada, apenas os quatro melhores posicionados já estão classificados aos playoffs e as quatro vagas restantes serão disputadas pelos clubes que ficarem entre a quinta e a 12 colocação na fase inicial.
Outra alteração importante é a possibilidade de rebaixamento. Os dois piores times do campeonato disputarão um quadrangular com as duas melhores equipes da Copa Brasil - torneio organizado em fases regionais pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB).
Como o objetivo é resgatar o basquete londrinense, os resultados dentro de quadra são fundamentais. Assim, o técnico Ênio Vecchi não esconde que o grande objetivo é levar o time aos playoffs e depois pensar em alguma surpresa.
Para o confronto de hoje, Vecchi não terá o norte-americano Mosley. Ele ainda não foi inscrito. Porém, estão garantidos o armador Zezinho e o pivô Bernardo.

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