Pelo Estatuto, Teixeira já poderia estar fora da CBF
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de maio de 2003
Agência Folha 
São Paulo - Os torcedores poderiam suspender ou até destituir Ricardo Teixeira, presidente da CBF, o que nem CPI em Brasília conseguiu.
A Confederação Brasileira de Futebol, que organiza o Campeonato Brasileiro, já cometeu uma série de irregularidades passíveis das punições acima segundo o Estatuto de Defesa do Torcedor.
A nova lei entrou em vigor no dia 16 de maio, quando foi publicada no ''Diário Oficial''. E mais de dez artigos foram desrespeitados. Pelo artigo 37, na hipótese de violação das regras, os dirigentes são destituídos ou suspensos por seis meses.
O texto trata de punição ao presidente da entidade organizadora do campeonato e também aos dirigentes de clubes. Para o desespero de alguns deles, o parágrafo 3 do artigo 37 prevê a suspensão compulsória dos dirigentes que venham a ser processados - ficariam afastados de seus postos até sair uma decisão final do caso.
Se fosse suspenso ou destituído, Ricardo Teixeira ficaria impedido de tentar outra reeleição na CBF. Uma das falhas da CBF verificadas na rodada passada do Brasileiro foi o descumprimento da determinação de dar publicidade às súmulas e aos relatórios das partidas. Na Copa do Brasil, também houve deslizes. Os árbitros de ontem não foram definidos após realização de sorteio.
A determinação de disponibilizar uma ambulância, um médico e dois enfermeiros para cada dez mil torcedores não foi cumprida em vários estádios - no Mineirão, onde jogaram Cruzeiro e Corinthians, cinco ambulâncias e cinco médicos deveriam estar de prontidão.


