Pelé Sports é acusada de sonegação
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quarta-feira, 04 de abril de 2001
Agência EstadoDo Rio 
Uma análise contábil, iniciada em 1998, feita pelo perito Paulo Lobo, em decorrência de uma ação trabalhista, constatou indícios de sonegação fiscal na prestação de contas da Pelé Sports & Marketing, de propriedade do ex-jogador Pelé e de Hélio Vianna, cujo sigilo bancário foi quebrado pela CPI da CBF/Nike. A empresa teria ocultado de sua contabilidade lucros obtidos com contratos com emissoras de televisão e promoção de eventos. Se forem comprovadas as irregularidades, a reputação de Pelé pode ficar comprometida, pois o ex-jogador acabou de fechar um acordo com a CBF e o Ministério dos Esportes, que abafou os trabalhos da CPI.
O perito Paulo Lobo analisou as contas da empresa em decorrência da ação trabalhista movida por Roberto Seabra, ex-diretor de projetos da Pelé Sport & Marketing. Ao receber o resultado da perícia, o juiz Leonardo Dias Borges entrou com uma denúncia crime, que foi aceita pela Procuradoria Geral do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que vem investigando o caso.
No total, Seabra move três ações cíveis e uma trabalhista com a empresa. Ao analisar a prestação de contas da empresa, a perícia encontrou indícios de havia caixa dois, lembrou Seabra. De 1991 a 1996, o empresário foi funcionário da empresa, com direito a receber 10% do valor dos contratos da empresa. Quando saiu da Pelé Sports & Marketing, ele acertou com Vianna que continuaria a receber 50% dos contratos que tinha levado para a empresa. O dinheiro a que teria direito só foi recebido em 1996 e parte do ano de 1997.
A CPI do Futebol fará uma devassa nas empresas do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. Nos requerimentos propondo a medida, a comissão explica que um dos motivos das investigações é o de checar porque esses empreendimentos, aparentemente bem sucedidos, não proporcionam rendimentos importantes ao dirigente, como demonstra sua declaração de renda.


