Pelé recua e já admite mudanças na lei do passe
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quarta-feira, 08 de outubro de 1997
Agência Estado 
Na corrida contra o tempo, o ministro extraordinário dos Esportes, Pelé, reconheceu ontem que vai aceitar modificações no seu anteprojeto, que altera a legislação esportiva no Brasil. Sobre a lei do passe, por exemplo, Pelé gostou da sugestão de se incluir uma cláusula que dê preferência ao clube na profissionalização do jogador formado nas categorias de base. Mas, se surgir proposta melhor, o dirigente não poderá segurar o jogador.
Pelé retomou ontem seu trabalho de convencimento dos deputados sobre seu anteprojeto. Antes do almoço, acertou estratégia com o relator do projeto, Tony Gel (PFL-PE), e com o presidente da Comissão Especial, Germano Rigotto (PMDB-RS). Almoçou com o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira, e ainda conversou, por telefone, com o líder do governo na Câmara, Luís Eduardo Magalhães.
O prazo para que o anteprojeto seja votado continua mantido (3 de novembro), graças à manutenção do regime de urgência constitucional. Mesmo com a recomendação de Rigotto e Gel de solicitar ao presidente Fernando Henrique Cardoso que retire o regime de urgência, Pelé quer que o projeto seja apreciado pela Câmara este ano. A decisão foi reforçada depois do encontro com Inocêncio Oliveira. Garanto que pelo menos 90% do PFL vai apoiar o anteprojeto e modificar a estrutura viciante que está em vigor, disse o deputado.


