São Paulo, 26 (AE) - Acostumado ao assédio de admiradores em qualquer parte do Brasil e do planeta que visite, Pelé teve seu dia de fã hoje, no Autódromo de Interlagos. Ídolo maior do futebol mundial, o ex-jogador veio para entregar o troféu para o vencedor da prova, mas não escondeu seu lado tiete. "Gostaria de entregar a taça para o Rubinho ou pelo menos vê-lo no boxe", disse ao chegar. Pelé saiu de Interlagos sem realizar seu desejo
mas, em compensação, recebeu um convite do vencedor da corrida, Michael Schumacher, admirador confesso de futebol, para um bate-bola.
Mesmo com a desistência de Rubens Barrichello por causa de problemas mecânicos, Pelé acredita que piloto tem condições de ser um novo ídolo do automobilismo nacional. "Tenho confiança de que o Rubinho vai dar um campeonato ao Brasil, se Deus quiser." Esta não foi a primeira vez que o ex-jogador de futebol esteve em um Grande Prêmio. "Já entreguei a taça ao vencedor quando estava no Ministério Extraordinário dos Esportes".
Ao contrário dos outros anos, onde a presença de personalidades era rara, este ano vários artistas estiveram entre o público presente em Interlagos. Entre elas, o cantor Zezé di Camargo, amigo pessoal de Rubinho, esteve no autódromo para "dar uma força" ao piloto. Durante a semana ele esteve com o irmão, Luciano, visitando o boxe da Ferrari.
Entre artistas de televisão, vários nomes conhecidos. Maria Fernanda Cândido, Thiago Lacerda, Marcelo Antony, Suzana Werner e Milla Christie estavam na torcida por Rubinho nos Hospitality Centre. Gabriela Duarte esteve nos boxes depois da corrida para dar seu apoio ao piloto brasileiro. "Foi uma pena o carro ter quebrado, mas esse tipo de coisa acontece."
A modelo Joana Prado, a Feiticeira, foi protagonista de uma das cenas mais constrangedoras do GP. Cercada de seguranças, ela tentou entrar no paddock, onde estão os boxes das escuderias, sem estar devidamente credenciada. Feiticeira foi barrada pelos seguranças que, a seu pedido, chamaram o chefe do setor via rádio na tentativa de obter autorização. Sem saber que o volume do aparelho do segurança permitia que todos ao redor ouvissem a conversa, o chefe de segurança não titubeou na resposta ao pedido. "Ela não tem autorização nem para entrar no meu quarto." Constrangida, a modelo deixou o local.